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        <title>JoSuzuki Blog</title>
        <link>https://josuzuki.me</link>
        <description>Software engineer, smash bros player. Currently doing cool things with code.</description>
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        <copyright>All rights reserved 2021 - Present, Jonathan Suzuki</copyright>
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            <title><![CDATA[A pior melhor coisa que poderia ter acontecido]]></title>
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            <pubDate>Tue, 19 Sep 2023 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Tem vezes que a vida te surpreende, não é mesmo?]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>A pior melhor coisa que poderia ter acontecido</h1><p class="jsx-122156713 ">Não tenho como negar que a Qulture teve muito impacto na minha vida. Minha saída da Qulture não teria como ser diferente, não é mesmo? Se você sai de um lugar que por muito tempo definiu sua identidade, o que você é depois dele? E qual foi essa identidade?</p><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Vícios...<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">Só é vício aquilo que é mal visto pela sociedade, todo resto é só hobby</p><ul class="mdx-theme_ul__1H-KM"><li class="mdx-theme_li__3tWpE"><span tabindex="0" class="jsx-639760066"><span>Amigo</span><span class="jsx-639760066 popup">redacted</span></span> filósofo</li></ul></blockquote><p class="jsx-122156713 ">Esse texto vai parecer desconexo, mas eu prometo que vai valer a pena (mentira não vai).</p><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Enneagrama: Tipo 3<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">Eu tava revendo meus textos (não que eu escreva muito aqui rsrs) e percebi que eu nunca falei oficialmente sobre o <a target="_blank" rel="noopener" href="https://www.enneagraminstitute.com/how-the-enneagram-system-works" class="jsx-3294923879 ">enneagrama</a>. Pra quem não sabe é uma classificação de tipos de personalidade tipo o <a target="_blank" rel="noopener" href="https://www.16personalities.com/" class="jsx-3294923879 ">16 personalities</a>, você pode ser um dos tipos de 1 até 9. Eu já quase comecei a escrever um texto sistemático das minhas interpretações de cada tipo do enneagrama depois de ter lido dois livros sobre (não, eu não costumo ler, sim eu li dois livros sobre em 2018 - 2019, não, eu já não lembro muita coisa). Eu não lembro quando foi a primeira vez que eu tive contato com o enneagrama, acho que foi um vídeo aleatório no youtube, mas eu lembro claramente de fazer o teste e ler mais sobre ele e de que cada linha daquele texto ressoava muito forte comigo. E eu lembro que fiquei muito tempo pensando sobre o que significava ser uma pessoa do tipo 3.</p><p class="jsx-122156713 ">Toda premissa do enneagrama é que sua personalidade é baseada nas suas motivações, mais especificamente através do seu desejo fundamental e medo fundamental. Eles são os dois lados de uma mesma moeda. Realizar seu desejo significa que você está longe do seu medo e vice e versa. Eles não acreditam que você mude de tipo ao longo da vida, mas existe um certo nível de mobilidade entre os tipos, em que quando você está bem em um tipo você se parece com outro e estando mal em um tipo faz com que você pareça um outro outro tipo. Enfim posso explicar esse sistema melhor em algum outro momento.</p><p class="jsx-122156713 ">Voltando ao tipo 3:</p><ul class="mdx-theme_ul__1H-KM"><li class="mdx-theme_li__3tWpE">medo fundamental é de não ter valor, ser visto como incompetente.</li><li class="mdx-theme_li__3tWpE">desejo fundamental é de ser capaz, admirado, de ser valioso.</li></ul><p class="jsx-122156713 ">Pessoas do tipo 3 gostam do reconhecimento, porque sem o reconhecimento eles têm medo de serem ninguém, de não existir. E pra isso eles correm atrás daquilo que vai os fazer capazes, para que em seguida sejam reconhecidos. O role dos tipos 3 é que eles vão perseguir tanto essa imagem, tanto ser útil que em algum momento eles já não vão mais saber aquilo que eles realmente querem, não vão saber os seus reais interesses.</p><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">O vício &quot;bom&quot;<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">O resto desse texto foi inspirado nesse vídeo do Dr. K (Healthy Gamer GG), não precisa assistir eu vou reiterar as partes legais no meio do texto, mas se quiser beber da fonte tá na mão:</p><div class="jsx-732104929 video-container"><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/w5HhFDIoNEs?si=SJY45vHnDn-Iov5W" title="YouTube video player" frameBorder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe></div><p class="jsx-122156713 ">Dizem que pra fugir de problemas internos, muitas vezes nós usamos de ações externas, tipo sei lá, tô triste, então vou beber. O meu vício, é o vício em self-improvement (crescimento pessoal? capacitação? qual é uma boa tradução pra isso?). Se eu to me sentindo mal internalmente por alguma coisa, então eu vou lá e vou atingir algum objetivo, vou melhorar em algum aspecto, pq isso vai me fazer sentir melhor. Vou ter orgulho de onde eu estou. Essa reflexão me pegou de calça curta, porque quando eu to meio perdido eu começo a criar esses objetivos etéreos que eu nem sei se quero tanto, mas já que tô sem nada para fazer vou lá e vou pegar e fazer isso. Vou melhorar, vou ser mais útil para alguém.</p><p class="jsx-122156713 ">Esse texto é (e não é) fruto de um desses devaneios. E esses objetivos me distraem (não sei exatamente do que, mas me distraem). E aí o Dr. K. continua falando exatamente o que aconteceu duas vezes essa semana: &quot;Depois que você atingir todos os seus objetivos, o que é que você vai fazer? você vai ficar tranquilo? não, a primeira coisa que você vai pensar é qual o próximo objetivo?&quot;. Eu estava com o objetivo de vencer todos os bosses de hollow knight na dificuldade radiant (nessa dificuldade se você tomar um hit você morre) e vencer o pantheon of hollownest (todos os bosses um seguido do outro), terminei no domingo e a primeira coisa que ficou na minha cabeça foi: e agora? Qual o próximo jogo, o que mais eu vou fazer? Pra melhorar na sexta eu corri (machuquei meu pé tbm, mas vamos deixar isso de lado) e atingi o meu objetivo intermediário de correr um tempo que eu estava fazendo a 33 minutos em 30 minutos. Eu fiquei feliz com isso? Nah já to pensando em qual o próximo milestone. Me leram que nem Mateus (discutivelmente o livro mais fácil da bíblia).</p><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">Depois que você atingir todos os seus objetivos, o que é que você vai fazer?</p></blockquote><p class="jsx-122156713 ">Só que isso é um &quot;bom&quot; vício, ele objetivamente melhora a nossa vida. Não sou o suficiente, então vou correr atrás e ser o suficiente. Esse vício em self-improvement me dá direção na vida, me dá energia. É o medo que me faz correr atrás de self-improvement. Se eu não tenho esse objetivo mais, o que é que eu vou fazer?</p><p class="jsx-122156713 ">E é por isso que a Qulture era um lugar tão perigoso. Lá todo mundo tava comprometido em fazer aquele lugar melhor. Dava gosto de ir pro trabalho pq vc via pessoas muito boas fazendo coisas mais legais ainda, correr atrás era pra não atrasar o bonde. Esse ambiente (de música) trazia o melhor de nós e me fazia me sentir muito bem. Um vício que eu não sabia que eu tinha, um vício &quot;bom&quot;. Agora que a minha boca de fumo faliu de onde eu vou tirar meu estoque? Tinha um supply ilimitado de objetivos de coisas para melhorar, não precisava nem pensar e o mais legal era que cada problema que a gnt resolvia, normalmente só traziam junto consigo mais dois problemas.</p><p class="jsx-122156713 ">Eu odeio essa coisa de sempre querer dar um reframe pras coisas que aconteceram de maneira positiva. Mas talvez o fim da Qulture tenha sido bom, <strong>a pior melhor coisa que poderia ter acontecido</strong>, isso balançou (e muito) a vida de quem tava lá. Uma parte de mim gosta de acreditar que esse foi um momento necessário para coisas melhores acontecerem, se a Qulture ainda existisse eu estaria fazendo uma viagem pra Europa em novembro? Provavelmente não. Se José não tivesse sido vendido para os egípcios, quem salvaria a sua família durante os anos de escassez?</p><p class="jsx-122156713 ">Ainda não sei dizer se o resultado é mesmo net positive, a única certeza que eu tenho é que ela deu um bom motivo para repensar a vida. Para alguns foi conhecer novos ares, para outros uma oportunidade num país novo, para mim tem sido a descoberta de um novo dealer (eu mesmo rs).</p><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">Threes report that when they realize to what extent they have adapted their lives to the expectations of others, the question arises, “Well, then, what do I want?” They often simply did not know;</p><ul class="mdx-theme_ul__1H-KM"><li class="mdx-theme_li__3tWpE"><a target="_blank" rel="noopener" href="https://www.enneagraminstitute.com/type-3" class="jsx-3294923879 ">Enneagram Institute</a></li></ul></blockquote><p class="jsx-122156713 ">Eu sei que sempre falaram de balancear vida + trabalho dentro da Qulture, mas acho que eu nunca fiz muito esforço pra ter esses limites, hoje eu tenho prestado mais atenção nisso. Parece que eu tenho muito mais tempo disponível. Tenho tentado mais coisas novas e... honestamente? Realmente acho que tenho mudado minha vida.</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
            <category>redacted</category>
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            <title><![CDATA[Agência e compartimentalização]]></title>
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            <pubDate>Sun, 24 Mar 2024 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Faz um tempo que eu tenho pensado em escrever sobre "agency", mas nunca sei exatamente sobre o que escrever ou sobre como explicar o conceito.]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>Agência e compartimentalização</h1><p class="jsx-122156713 ">Não vou mentir dizendo que eu sei muito sobre as coisas que eu escrevo aqui, pq tirando alguns leves assuntos de computação, lol e smash eu não faço a menor ideia do que eu to falando.</p><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Agência: um conceito mágico<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">Faz um tempo que eu tenho pensado em escrever sobre &quot;agency&quot;, mas nunca sei exatamente sobre o que escrever ou sobre como explicar o conceito. A definição é a sensação de ter controle das suas ações e das consequências delas. Note que a definição traz como ponto a <strong>sensação</strong> de ter controle. É muito daquele esquema de &quot;não sabendo que era impossível, foi lá e fez&quot;. E nem é exatamente sobre algo ser impossível, mas é aquelas coisas que nós levamos como normal que já deixamos enraizados em nós mesmos. São coisas <a href="/posts/sobre-o-invisivel" class="jsx-3294923879 ">invisíveis</a>. É importante notar também que agência se trata de ter controle sobre as consequências, então não é só uma questão de fazer algo é questão de saber que aquela ação terá impacto no ambiente/situação em que você se encontra.</p><div class="jsx-789988005"><div style="display:inline-block;max-width:100%;overflow:hidden;position:relative;box-sizing:border-box;margin:0"><div style="box-sizing:border-box;display:block;max-width:100%"><img style="max-width:100%;display:block;margin:0;border:none;padding:0" alt="" aria-hidden="true" src="data:image/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMTE2NiIgaGVpZ2h0PSIxMjAwIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciIHZlcnNpb249IjEuMSIvPg=="/></div><img alt="
Male Speaker: The importance of language on a rainy day.
Josh Waitzkin: One of the biggest mistakes that I observed in the first year of Jack&#x27;s life or year or two of Jack&#x27;s life that I observed with parents is that they have this language around weather; weather being good or bad. Whenever it was raining, they&#x27;d be like, it&#x27;s bad weather. You&#x27;d hear moms, babysitters, dads talk about if it&#x27;s bad weather, we can&#x27;t go out or if it&#x27;s good weather, we can go out. So that means that somehow we&#x27;re externally reliant on conditions being perfect in order to be able to go out and have a good time. So Jack and I never missed a single storm. Every rain storm.
I don&#x27;t think we&#x27;ve missed one storm, other than one maybe when he was sick. But I don&#x27;t think we&#x27;ve missed a single storm, rain or snow, going outside and romping in it. We developed this language around how beautiful it was. So now whenever there&#x27;s a rainy day, Jack says, &#x27;Look, Da-Da. It&#x27;s such a beautiful rainy day.&#x27; And we go out and we play in it.
I wanted him to have this internal locus of control. To not be reliant on external conditions being just so." srcSet="/_next/image?url=%2Fimages%2Fagencia-e-compartimentalizacao%2Frain-agency.png&amp;w=1200&amp;q=75 1x, /_next/image?url=%2Fimages%2Fagencia-e-compartimentalizacao%2Frain-agency.png&amp;w=3840&amp;q=75 2x" src="/_next/image?url=%2Fimages%2Fagencia-e-compartimentalizacao%2Frain-agency.png&amp;w=3840&amp;q=75" decoding="async" data-nimg="intrinsic" style="position:absolute;top:0;left:0;bottom:0;right:0;box-sizing:border-box;padding:0;border:none;margin:auto;display:block;width:0;height:0;min-width:100%;max-width:100%;min-height:100%;max-height:100%"/><noscript><img alt="
Male Speaker: The importance of language on a rainy day.
Josh Waitzkin: One of the biggest mistakes that I observed in the first year of Jack&#x27;s life or year or two of Jack&#x27;s life that I observed with parents is that they have this language around weather; weather being good or bad. Whenever it was raining, they&#x27;d be like, it&#x27;s bad weather. You&#x27;d hear moms, babysitters, dads talk about if it&#x27;s bad weather, we can&#x27;t go out or if it&#x27;s good weather, we can go out. So that means that somehow we&#x27;re externally reliant on conditions being perfect in order to be able to go out and have a good time. So Jack and I never missed a single storm. Every rain storm.
I don&#x27;t think we&#x27;ve missed one storm, other than one maybe when he was sick. But I don&#x27;t think we&#x27;ve missed a single storm, rain or snow, going outside and romping in it. We developed this language around how beautiful it was. So now whenever there&#x27;s a rainy day, Jack says, &#x27;Look, Da-Da. It&#x27;s such a beautiful rainy day.&#x27; And we go out and we play in it.
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Qual a hora de se aprender? Durante as aulas da faculdade. <br/>
Qual a hora de se divertir? Depois do expediente às 19hrs.</p></blockquote><p class="jsx-122156713 ">Uma professora de teatro estava compartilhando uma experiência que ela teve durante o mestrado dela. A proposta era apresentar o teatro para uma aldeia indígena no Amazonas, ela conta que foi um fiasco - eles chegaram lá com uma proposta pronta, enviesada pela nossa visão de mundo: eles iam montar um palco, chamando toda a aldeia que ia assistir dos barcos a peça que eles trouxeram. As pessoas da aldeia não gostaram da atividade, elas não tinham o conceito do &quot;teatro&quot;. Eles não entenderam porque eles tinham que parar o que estavam fazendo para ir assistir algo. Para eles contar histórias era algo do dia a dia, algo que eles faziam durante a limpa da pesca, durante o trançado das folhas, as linhas entre trabalho e entretenimento não era algo que havia sido traçado.</p><p class="jsx-122156713 ">Se eu tivesse que chutar esse é um reflexo de tentar maximizar os ganhos, é evidente que se durante um trabalho o foco for apenas no trabalho, ele vai ser mais &quot;eficiente&quot;. Mas é mesmo? Ou seria essa uma outra regra invisível que nós aceitamos ao longo da vida?</p><p class="jsx-122156713 ">Para qualquer pessoa que não trabalhou na Qulture, eu tenho a impressão que sempre que eu menciono ela, deve ficar até chato, mas é porque ela realmente mudou a maneira como eu vejo o trabalho. Foi muito um lugar em que eu fiz muito mais do que trabalhar, eu mesclei diferentes áreas da minha vida, não teve uma distinção de &quot;hora de trabalhar&quot; ou &quot;hora de se divertir&quot; ou &quot;hora de aprender&quot;. Isso pra mim fica evidente quando eu percebo que falo com muita gente da Qulture ainda. Que essas pessoas genuinamente viraram meus amigos e que a gente mantém contato mesmo fazendo anos que eles já sairam de lá. Quando um desses amigos falou que já faz muito mais tempo que ele saiu de lá comparado ao tempo que ele ficou lá eu fiquei de cara. É comum o relato de pessoas que foram para outros trabalhos, fizeram bons colegas, mas nunca amigos como na Qulture. Existiu um gosto de aventura e descoberta que parece difícil de se experimentar em outros lugares. E não é que outros lugares não sejam bons, às vezes até são, mas existe essa compartimentalização uma barreira que parece que deixa tudo distante. O trabalho é o trabalho e a vida é a vida.</p><p class="jsx-122156713 ">Mas chega de falar sobre a Qulture, voltemos ao tópico de compartimentalização (e classificação) com outro exemplo de &quot;civilizações afastadas em que as coisas são feitas de maneiras diferentes&quot;:</p><div class="jsx-789988005"><div style="display:inline-block;max-width:100%;overflow:hidden;position:relative;box-sizing:border-box;margin:0"><div style="box-sizing:border-box;display:block;max-width:100%"><img style="max-width:100%;display:block;margin:0;border:none;padding:0" alt="" aria-hidden="true" src="data:image/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iNjY5IiBoZWlnaHQ9IjQzMyIgeG1sbnM9Imh0dHA6Ly93d3cudzMub3JnLzIwMDAvc3ZnIiB2ZXJzaW9uPSIxLjEiLz4="/></div><img alt="When documentary filmmaker Jonnie Hughes was living with the “Insect Tribe” in a remote part of Papua New Guinea, a few of the tribesmen who had been hosting him asked Jonnie if they could visit him back in the United Kingdom. A few months later, when Jonnie pitched the idea of flying a few foragers to London, his bosses saw the documentary value and agreed to fund their trip. But Hughes was worried the visit might “pollute their culture with modern ideas, or perhaps make them terminally envious of a world beyond their reach.” After all, these were people who were living in very primitive conditions, with no refrigeration, modern medicine, television, or other marvels of modernity. By the end of the visit, however, Hughes saw things very differently:
With every whispered observation, they left us powerless to explain the madness of our own social norms, and when they boarded the plane back to PNG, we were the ones racked with envy-envious of their joyously interdependent community, their clear understanding of what mattered in life," srcSet="/_next/image?url=%2Fimages%2Fagencia-e-compartimentalizacao%2Ffeather-arrow-1.png&amp;w=750&amp;q=75 1x, /_next/image?url=%2Fimages%2Fagencia-e-compartimentalizacao%2Ffeather-arrow-1.png&amp;w=1920&amp;q=75 2x" src="/_next/image?url=%2Fimages%2Fagencia-e-compartimentalizacao%2Ffeather-arrow-1.png&amp;w=1920&amp;q=75" decoding="async" data-nimg="intrinsic" style="position:absolute;top:0;left:0;bottom:0;right:0;box-sizing:border-box;padding:0;border:none;margin:auto;display:block;width:0;height:0;min-width:100%;max-width:100%;min-height:100%;max-height:100%"/><noscript><img alt="When documentary filmmaker Jonnie Hughes was living with the “Insect Tribe” in a remote part of Papua New Guinea, a few of the tribesmen who had been hosting him asked Jonnie if they could visit him back in the United Kingdom. A few months later, when Jonnie pitched the idea of flying a few foragers to London, his bosses saw the documentary value and agreed to fund their trip. But Hughes was worried the visit might “pollute their culture with modern ideas, or perhaps make them terminally envious of a world beyond their reach.” After all, these were people who were living in very primitive conditions, with no refrigeration, modern medicine, television, or other marvels of modernity. By the end of the visit, however, Hughes saw things very differently:
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their rock-solid roles, simple pleasures and ample leisure time, their lack of mortgages and debts, their indisputable “goodness.” Our world appeared an obscene and dysfunctional manifestation of human existence in comparison.
If Hughes sounds a bit like one of those silly romantics we&#x27;re always being warned about, just do the numbers. Hughes says the tribesmen “were fascinated about our work/life balance, because over there, in a week, they&#x27;ll spend maybe twenty hours in total collecting food, going hunting, etc.—just doing the things they need to do. The rest of their time they spend with their family, social lives... leisure time.”
No wonder they were confused that Mark, the father in the family they were staying with, left early every morning and didn&#x27;t return until evening. “Why are you doing this?” Hughes recalls them asking. “Why are you going out every day, not seeing the people that you really care about? It doesn&#x27;t make any sense at all!” Mark explained that he had to work to pay for the house they were living in. “How long will you be doing this, to pay for your house?” they asked. When Mark told them about his twenty-five-year mortgage, they looked at him in astonished pity, explaining that when one of them needed a house, they got together with the other men of the village and built a house in a couple of weeks.
At the end of their visit, the Insect People took just one innovation back to Papua New Guinea: the notion of putting feathers on arrows to stabilize their flight. Apparently, that was the only thing that impressed them very much about the modern world." srcSet="/_next/image?url=%2Fimages%2Fagencia-e-compartimentalizacao%2Ffeather-arrow-2.png&amp;w=828&amp;q=75 1x, /_next/image?url=%2Fimages%2Fagencia-e-compartimentalizacao%2Ffeather-arrow-2.png&amp;w=1920&amp;q=75 2x" src="/_next/image?url=%2Fimages%2Fagencia-e-compartimentalizacao%2Ffeather-arrow-2.png&amp;w=1920&amp;q=75" decoding="async" data-nimg="intrinsic" style="position:absolute;top:0;left:0;bottom:0;right:0;box-sizing:border-box;padding:0;border:none;margin:auto;display:block;width:0;height:0;min-width:100%;max-width:100%;min-height:100%;max-height:100%"/><noscript><img alt="
their rock-solid roles, simple pleasures and ample leisure time, their lack of mortgages and debts, their indisputable “goodness.” Our world appeared an obscene and dysfunctional manifestation of human existence in comparison.
If Hughes sounds a bit like one of those silly romantics we&#x27;re always being warned about, just do the numbers. Hughes says the tribesmen “were fascinated about our work/life balance, because over there, in a week, they&#x27;ll spend maybe twenty hours in total collecting food, going hunting, etc.—just doing the things they need to do. The rest of their time they spend with their family, social lives... leisure time.”
No wonder they were confused that Mark, the father in the family they were staying with, left early every morning and didn&#x27;t return until evening. “Why are you doing this?” Hughes recalls them asking. “Why are you going out every day, not seeing the people that you really care about? It doesn&#x27;t make any sense at all!” Mark explained that he had to work to pay for the house they were living in. “How long will you be doing this, to pay for your house?” they asked. When Mark told them about his twenty-five-year mortgage, they looked at him in astonished pity, explaining that when one of them needed a house, they got together with the other men of the village and built a house in a couple of weeks.
At the end of their visit, the Insect People took just one innovation back to Papua New Guinea: the notion of putting feathers on arrows to stabilize their flight. Apparently, that was the only thing that impressed them very much about the modern world." srcSet="/_next/image?url=%2Fimages%2Fagencia-e-compartimentalizacao%2Ffeather-arrow-2.png&amp;w=828&amp;q=75 1x, /_next/image?url=%2Fimages%2Fagencia-e-compartimentalizacao%2Ffeather-arrow-2.png&amp;w=1920&amp;q=75 2x" src="/_next/image?url=%2Fimages%2Fagencia-e-compartimentalizacao%2Ffeather-arrow-2.png&amp;w=1920&amp;q=75" decoding="async" data-nimg="intrinsic" style="position:absolute;top:0;left:0;bottom:0;right:0;box-sizing:border-box;padding:0;border:none;margin:auto;display:block;width:0;height:0;min-width:100%;max-width:100%;min-height:100%;max-height:100%" loading="lazy"/></noscript></div></div><p class="jsx-122156713 ">Quando eu li esse texto pela primeira vez fiquei 🤯. Eu fico olhando e fico pensando: quais são as áreas que eu tenho agência para mudar? Trabalhar? É muito provável que independente do que eu faça eu vou ter que trabalhar de alguma maneira, essa não parece ser uma área que eu tenho agência (infelizmente). Ok... Mudar pra floresta? Não... não é nem algo que eu tenho vontade kkkk. Mas o que me deixa com uma pulga atrás da orelha é: num mundo com uma compartimentalização menor, talvez ir trabalhar é ir para um lugar que eu ligo para as pessoas que estão lá. Eu tenho a agência necessária para criar um ambiente assim? Se isso não depende só de mim, como eu faço para garantir que as minhas ações vão ter o resultado que eu espero que elas tenham? Quais são as coisas que de fato impedem que eu tente? Elas existem ou são apenas limitações invisíveis?</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
            <category>redacted</category>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[It's okay]]></title>
            <link>/posts/its-okay</link>
            <guid>/posts/its-okay</guid>
            <pubDate>Sun, 15 Nov 2015 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Sometimes it is just so freaking crazy how things change, how friendships shape, how time passes, people...]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>It&#x27;s okay</h1><p class="jsx-122156713 ">Sometimes it is just so freaking crazy how things change, how friendships shape, how time passes, people differ, paths that you didn’t even know that exist take course. How everything suddenly just doesn’t make sense anymore, how you and me have changed. How our fears, our wishes just become true. How I always thought of how crazy it would be to be separated from my closest friends because of the university course would be awful… Yeah now I’m in another city, whaat… At first I thought that much would not change and it didn’t really… but it is still really weird how much it takes to stay close to the ones that don’t share the same routine as you. Not that they were only colleagues, but how everything takes so much time that you might never get to know them very well. Because reality. Yeah that is it.</p><p class="jsx-122156713 ">I miss some people, some of them which I wish I had known better. But in order to make it, I don’t know what it is necessary or how it would be possible. It is just as if I wanted to be everywhere doing everything, but instead I’m here writing. Thinking out loud. Ah I just don’t know I miss so many things and at the same time there are so many other things that now are possible to me that it just drives me crazy. What actually almost doesn’t make sense. Complaining about the amount of possibilities, who would ever do that? Haha.</p><p class="jsx-122156713 ">I miss and it is okay to miss. I guess it is just natural. A few years ago I thought I was on the top of the world and maybe for that only second I was, now everything about that perfection seems so out of place, so meaningless, so unachievable… That I rather not talk about it. While it is good that this reality reveals itself now (in order that we seek a better identity than trying to be just good at school), like every other identity issue it brings its problems, as if during all my life everything I did was to be good at school, what the hell am I going to do now? Now that I just can’t figure out an easy and reliable way of doing it so?</p><p class="jsx-122156713 ">I don’t know, but I guess that just being yourself it is okay.</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA["🗑️ atrai 🗑️"]]></title>
            <link>/posts/lixo-atrai-lixo</link>
            <guid>/posts/lixo-atrai-lixo</guid>
            <pubDate>Wed, 08 Dec 2021 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Se tem um ditado underground que foi marcante na minha vida esse ditado é:]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>🗑️ atrai 🗑️</h1><p class="jsx-122156713 ">Esses dias estava num happy hour do trampo e, vendo um caminhão de lixo, <span tabindex="0" class="jsx-639760066">uma amiga<span class="jsx-639760066 popup">redacted</span></span> falou &quot;Ó lá sua carona chegou&quot;. E isso me lembrou um dos ditados que mais me marcou quando eu entrei na empresa que eu trabalho.</p><blockquote class="jsx-899048922 "><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Lixo atrai lixo.<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2></blockquote><hr class="jsx-648056452 "/><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Parte 1: Festa de fim de ano<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">Fazia alguns meses que eu tinha entrado e a gnt tinha contratado uma das primeiras pessoas de recrutamento da época. Todo mundo <strong>novo</strong> tranquilo na festa da firma, era no salão de festas de uma das sócias e pá (ênfase no novo, pq todo resto já sabia). Nisso eu olho <span tabindex="0" class="jsx-639760066">um dos meus colegas<span class="jsx-639760066 popup">redacted</span></span> conversando com <span tabindex="0" class="jsx-639760066">a integrante nova<span class="jsx-639760066 popup">redacted</span></span> e falando do jeito que só ele tem: &quot;Então, o que vc tem que entender é que na <span tabindex="0" class="jsx-639760066">empresa<span class="jsx-639760066 popup">redacted</span></span>, só tem lixo. Todo mundo que tá aqui é lixo. E se tem algo que deu pra perceber até agora é que lixo atrai lixo. Nem um se salva.&quot;. &quot;Ai qndo vc tiver recrutando é só lembrar desse <strong>ditado</strong>.&quot;. Na época eu lembro que duas coisas me chocaram: primeiro, o carinha não era um lixo. Na real é um dos melhores desenvolvedores que eu já conheci, na mesma roda que ele estavam várias outras pessoas que eu tinha trabalhado no dia a dia (todas muito boas a propósito), nenhuma delas argumentando algo contra, estavam, ao contrário, apoiando a afirmação. E segundo, caramba ele tá falando isso pra pessoa nova de recrutamento, ela tinha entrado fazia no máximo 2 semanas, será que ele não está assustando ela? Será que ela vai pedir pra sair tipo amanhã? (era uma terça feira, como dita o costume de fazer festas no dia errado que se tem na empresa). No dia seguinte, ela tava lá e não, ela não pediu demissão, de tudo acho que isso criou mais intimidade com ela.</p><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Parte 2: Ditado indigerível<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">Tendo passado alguns anos desse acontecimento, eu acho que esse é o ditado underground perfeito pra demonstrar o que é trabalhar na <span tabindex="0" class="jsx-639760066">empresa<span class="jsx-639760066 popup">redacted</span></span>. É uma frase que não dá pra falar no processo seletivo. É uma frase difícil. É uma frase até mesmo indigerível. É uma frase que você não consegue dizer pra pessoas fora da empresa. É uma frase que não pode ser dita por pessoas de fora dela. É uma frase que não têm verdades, mas toda brincadeira tem o seu fundo de verdade. Pra conseguir dizer ela é necessário um certo nível de falta de respeito por si mesmo (ela nos joga no chão com o seu senso de humildade) e um certo nível de <del>desrespeito</del> intimidade pelos colegas de trabalho. Além disso tudo ela ainda traz um senso de comunidade, de estar junto com outros como você, lixos.</p><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Parte 3: Sobre ser um lixo<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">Eu não sei você, mas se tem algo na vida que me deixa ansioso é errar. Durante a pandemia eu tava entediado e tentei jogar xadrez. Acho que foi uma das experiências mais estranhas da minha vida, eu já sabia que antes de começar uma partida ranked ou de torneio eu normalmente tremo bastante - sim, eu tremo - Tremo de tremer, tipo quando tá infinitamente frio, não, não sei o pq, quer dizer sei que é meio nervosismo e tals, mas nem sempre eu me sinto exatamente nervoso e mesmo que eu me concentre, eu consigo só diminuir a tremedeira, mas olhando com calma dá pra ver ela lá. De qualquer forma, eu comecei a jogar e dessa vez, por ser um jogo mais &quot;calmo&quot; a tremedeira não parou. Normalmente, ou eu me esqueço da tremedeira, ou ela realmente para depois dos primeiros momentos da partida. Eu conseguia ver com cada jogada que eu fazia o medo de errar. Terminou a partida, perdi. Fechei o site e ainda demorou uns 15 min pra que eu voltasse ao normal. Mas e ai, como que faz? Se eu tenho tanto medo de errar, como que dá pra melhorar? Não faço ideia, comecei a jogar alguns puzzles em que os stakes são menores e fui caminhando, mas puzzles são bem diferentes de jogos reais. Até mesmo jogando pessoalmente com pessoas conhecidas, aka meu pai e <span tabindex="0" class="jsx-639760066">um amigo<span class="jsx-639760066 popup">redacted</span></span> que tinha entrado no hype do xadrez, eu tremo. Eu sei que eu demorei pra voltar a jogar depois daquele dia, e sabe o que me ajudou? Eu falar pra mim mesmo: tudo bem ser um lixo, se for pra começar de algum lugar a gnt tem q começar daí. Adoraria dizer que ainda to jogando e sou um Deus, mas não ainda sou um lixo, mas um lixo que consegue sair da inércia pra jogar haha. Acredito veementemente que abraçar esse conceito de ser um lixo tem me ajudado a viver mais. (Não faltou um predicado, é só <code class="jsx-1005759297 ">viver mais</code>, seja lá o que viver significa haha)</p><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Parte 4: Uma frase lixo<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">Sendo bem sincero, o ditado é um lixo. Claramente uma escolha de palavras que dá abertura pra infinitas interpretações negativas, mas talvez seja isso que eu goste nela - o fato dela ser um lixo. É isso que dá um toque humano pra ela, a sua perfeita imperfeição. Ela é um choque, um baque pra reflexão. Um chamariz de que existem várias coisas que não se devem ser levadas tão a sério. A frase se completa no ciclo de que ela me atrai, e, <code class="jsx-1005759297 ">lixo atrai lixo</code>.</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
            <category>redacted</category>
            <category>v2</category>
        </item>
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            <title><![CDATA[As minhas memórias não são minhas]]></title>
            <link>/posts/minhas-memorias-nao-sao-minhas</link>
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            <pubDate>Tue, 04 Jan 2022 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Em algum momento da minha vida eu percebi que as minhas memórias não são minhas...]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>As minhas memórias não são minhas</h1><p class="jsx-122156713 ">Você acorda de manhã, levemente desnorteado... Como que eu cheguei aqui mesmo? Ah é ontem eu fui numa festa. O que aconteceu mesmo? As memórias tão fracas, pra ser sincero você nem tem certeza se lembra de alguma coisa depois daquele ultimo shot. As suas memórias já não são mais suas.</p><hr class="jsx-648056452 "/><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Parte 1: Memória<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">Esses dias tava fazendo um curso e lá tavam falando sobre memória, existem 3 tipos de memória: a memória de sensorial (que se perde em questão de segundos, tipo quando vc tava prestando atenção em alguma outra coisa e de repente vc ouve o seu nome e puxa as ultimas palavras, mas não consegue puxar o contexto todo), a memória de curto prazo (que dura cerca de minutos, é a memória que vc usa quando te pedem pra memorizar uns números e tipicamente serve pra armazenar uns 7 chunks de dados, os chunks podem ser desde um número até uma frase) e por último a memória de longo prazo (aquela que te permite lembrar de eventos de qndo vc tava na primeira série do fundamental, boatos que essa memória não tem limite 😱). Esse curso fazia uma observação interessante: existe uma associação bem grande entre a memória de curto prazo com a sua consciência. Pra exemplificar isso o curso traz um exemplo de amnésia anterógrada, esse tipo de amnésia faz com que a pessoa não consiga trasnferir informações da memória de curto prazo para a memória de longo prazo, ela também traz um exemplo particular de um homem que tem o span de memória de cerca de 30 segundos. O relato dele é de que parecia que ele estava acordando a todo momento, ele ficava um pouco perdido e não lembrava de como tinha chego lá, no diário dele ele escrevia: &quot;10:47 acordei agora, esse é realmente sou eu.&quot;. Depois de um tempo ele olhava o diário e via a anotação de 10:47 e falava, não esse não era eu, eu não lembro disso, riscava e escrevia: &quot;10:49 acordei agora, esse sim sou eu, não o antigo, devia ser outra pessoa&quot;. Eu achei isso muito louco, a realidade praquele rapaz era aquela realidade que ele percebia. Ele percebia que existia um escrito do qual ele não se lembrava e atribuia isso a uma outra pessoa ou situação.</p><p class="jsx-122156713 ">O quão dependentes das nossas memórias será que nós somos? Será que se perdessemos todas as memórias de longo prazo de repente, mas continuassemos retendo informações, será que eventualmente nós iríamos voltar a se parecer com nós mesmos? Nós tomaríamos as mesmas decisões que tomamos hoje? O quanto de nós é a nossa memória?</p><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Parte 2: Percepção e realidade<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">Marvel&#x27;s agents of shield é uma série underrated (na real nem tanto, ela tem altos muito altos e baixos muito baixos, a série tem 7 temporadas de ~20 episódios cada um durando uns 40 min [tô falando isso só pra vc perceber que ou vc já assitiu ou vc nunca vai assitir e que não vai se importar com os spoilers a frente]) que explorou essa temática de uma maneira expetacular e o melhor episódio de todos é sem dúvida a temporada 4 episódio 15.</p><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">⚠️ <strong>Spoiler de MAoS</strong> ⚠️</p><p class="jsx-122156713 ">Pra dar um pouco de contexto, nós temos o nosso típico cientista maluco, Dr. Radcliff, que conseguiu não só uma, mas duas proezas: criar um &quot;Framework&quot; (é igual a matrix) e também uma série de robos super avançados, o robo mais avançado é a Aida que tem ajudado ele ao longo da série. O nosso cientista conseguiu capturar 4 integrantes da equipe e estava tentando capturar os próximos, até que a seguinte cena ocorre:</p><div class="jsx-732104929 video-container"><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/lpCE_4cMGDk" title="YouTube video player" frameBorder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe></div><p class="jsx-122156713 ">De maneira sensata a Aida conclui que se ele realmente acredita que a percepção é a realidade, então dentro do &quot;Framework&quot; ele ainda vai estar vivo, removendo a necessidade dele estar vivo no mundo real. Foi um dos plot twists da série 🤯.</p><p class="jsx-122156713 ">Outra cena desse mesmo episódio (tô falando 4x15 melhor episódio de todos, mas é difícil assistir só ele, pq vc não tá apegado aos personagens ainda) é no final, ah é o Radcliff conseguiu uma terceira proesa que foi criar LMDs, que basicamente são clones na íntegra de outras pessoas. Nesse momento os LMDs já tinham infiltrado a base dos agentes, sendo que tinham dois tipos de LMDs, um deles era a May, clonada praticamente de maneira intacta, com a missão de recuperar o Darkhold (um livrinho especial lá) e o Coulson cuja missão era sequestrar o resto dos agentes. Nessa cena final a May estava bloqueando o caminho entre o Coulson e os agentes que estavam fugindo.</p><div class="jsx-732104929 video-container"><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/2bCHEylEM1Q" title="YouTube video player" frameBorder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe></div><p class="jsx-122156713 ">Dentro da percepção dela, com a consciência dela, ela conseguiu interpretar e perceber que o seu sacrifício era barato e indolor e que quem ela estaria matando também não era o Coulson que ela amava.</p></blockquote><p class="jsx-122156713 ">Uma outra série que brinca bastante com isso é Black Mirror, um dos melhores episódios da série é o White Christmas. E bora pra outro spoileeer</p><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">⚠️ <strong>Spoiler de White Christmas</strong> ⚠️</p><p class="jsx-122156713 ">Pra quem não lembra muito bem do que acontece no episódio (eu também já não lembro rs), mas é um cara que tá sendo julgado por que na profissão dele ele fazia cópias digitais de pessoas e obrigava essas pessoas a serem assistentes digitais pra versão original da pessoa. O interessante é que essa cópia não sabia que ela era uma cópia e a pessoa que &quot;comprava&quot; a assitente também não sabia o que acontecia dentro do dispositivo. É um conceito similar ao do episódio de MAoS. A sua percepção sobre o que está acontecendo dita o que você sente e como você age. Eu fico imaginando se eu estivesse nesse cenário em que minha consciência fosse clonada e eu visse o meu outro eu, como será que isso me afetaria? Será que eu ficaria bolado?</p></blockquote><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Parte 3: As minhas memórias já não são mais minhas<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">Antes eu ficava incomodado de não lembrar o que tinha acontecido da metade pra frente da festa da noite passada. Até que em algum momento eu percebi que as minhas memórias já não são minhas. Elas são de várias pessoas, menos minhas. Na mente de cada pessoa que eu já conheci existe uma imagem, uma sombra, uma memória do que eu sou. Do que eu já fui. Aquelas são memórias que eu já não tenho mais controle sobre. Elas já estão distorcidas, afetadas pela percepção do momento, pelo desgaste do tempo que passou. Apenas os pontos mais críticos se concretizam em uma imagem incompleta do que eu fui. E são as imagens que perduram na memória de outras pessoas. E pelo fato dessas serem as últimas memórias que as pessoas tem sobre mim, elas são a realidade para aquela pessoa. Eu perdi contato com bastante gente da igreja, que provavelmente tem uma imagem bem diferente do que eu sou hoje e até eu reencontra-las, sepá seja melhor que as memórias continuem intactas.</p><p class="jsx-122156713 ">Dizem que são os vitoriosos que escrevem a história, mas todos nós escrevemos as histórias e as narrativas nas nossas próprias cabeças. Agora quando eu não lembro (*e eu não morri no role), eu acho um tanto divertido, é um atestado de que um ponto crítico e de que uma memória que já não é mais minha foi criada. E é um processo engraçado caçar essas memórias. Tentar reconstruir o que se passou e até mesmo ver as percepções e interpretações de outras pessoas sobre o que aconteceu lá. Dizem que muito do nosso entendimento de mundo vem da escrita e da conversa com outras pessoas. Essas conversas são bem interessantes elas trazem o que a pessoa tava prestando atenção e normalmente elas ajudam a criar novas memórias que a partir daquele momento são suas e não mais delas.</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Mood swings e a Quarentena]]></title>
            <link>/posts/mood-swings-e-a-quarentena</link>
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            <pubDate>Tue, 21 Apr 2020 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[#Dia 1 da quarentena > Querido diário, o apartamento é todo meu > #Dia 17 da quarentena > Querido diário, to cozinhando bem demais > #Dia 40 da quarentena...]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>Mood swings e a Quarentena</h1><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">#Dia 1 da quarentena
Querido diário, o apartamento é todo meu</p></blockquote><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">#Dia 17 da quarentena
Querido diário, to cozinhando bem demais</p></blockquote><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">#Dia 40 da quarentena
Querido diário, send help</p></blockquote><p class="jsx-122156713 ">Esses últimos dias de quarentena tenho percebido uma coisa meio esquista comigo, acho que quem me conhece faz um tempo sabe que não é muito normal que eu tenha uma mudança de humor repentina ou que eu fique estressado com a alguma coisa.</p><p class="jsx-122156713 ">Estava refletindo e tentando entender o por que dessa mudança. Acho que por muito tempo minha estabilidade esteve bem distribuída em <strong>3 grandes pilares</strong> da minha vida.</p><p class="jsx-122156713 ">Um deles com certeza são as pessoas maravilhosas que eu tenho o prazer de chamar de <strong>amigos</strong>. São de diversas esferas colegial, família, ex-igreja, faculdade, trabalho,... E todos eles são muito especiais e tenho mantido um contato frequente com cada um desses circulos durante a quarentena.</p><p class="jsx-122156713 ">Outro deles, pasmem, é <strong>jogar</strong>. É isso mesmo. Não dá pra negar as sei lá quantas mil horas que eu tenho distribuídas em jogos, eles sempre foram um ótimo passa tempo com os quais eu continuo aprendendo até hoje.</p><p class="jsx-122156713 ">E por fim, não consegui determinar o nome exato desse ainda, mas tem a ver com <strong>auto-estima e produtividade</strong>. Estar indo bem na faculdade, conseguindo dar conta dos trabalhos, participando de retiros, ajudando nos cultos, shippando features durante o dia,... Todas essas são coisas que me ajudam a ter uma visão positiva de mim mesmo.</p><p class="jsx-122156713 ">Então quando por algum motivo um desses pilares caia um pouco, uma briga por exemplo, eu provavelmente esperava as coisas esfriarem jogando. Ou uma nota ruim, tinha pessoas por perto pra me ajudar a levantar. Ou uma série de partidas ruins eu tinha confiança que aquilo era só uma questão de treino.</p><p class="jsx-122156713 ">A quarentena deu uma baqueada nesses 2 pilares:</p><ul class="mdx-theme_ul__1H-KM"><li class="mdx-theme_li__3tWpE"><p class="jsx-122156713 ">Os amigos. É claro que tem as videochamadas e elas podem ser muito divertidas pra rever e conectar. Os chats por N plataformas diferentes, mas ainda assim é diferente de estar perto das pessoas. Quando tudo isso acabar (essa frase me dói toda vez que eu falo, pq rs) quero dar um abraço apertado em cada um de vocês.</p></li><li class="mdx-theme_li__3tWpE"><p class="jsx-122156713 ">Os jogos. Esse segundo pilar já não tava no alto, meu relacionamento com jogos tem sido esquisita, no mínimo. Já não sou mais o Jonathan que fica 24 horas no mesmo jogo vidrado até zerar ele. To com medo de estar chegando no ponto que o eu de 10 anos mais temia, uma pessoa que não joga. Mas tava pegando no embalo no cenário competitivo de smash em sp, <del>in</del>felizmente os campeonatos foram todos cancelados por causa do coronga. Tem os campeonatos online, mas sei lá ainda não me animei pra eles.</p></li></ul><p class="jsx-122156713 ">E ai sobra o último pilar. Um pilar que dada as recentes ocasiões tem ganho muito mais peso. Ainda não dei um nome pra ele, mas to começando a entender que ele tem um viés muito mais de auto-estima do que produtividade. Que eu estava com dificuldade pra separar os dois porque minha auto-estima, hoje, está intrinsecamente ligada com a minha produtividade.</p><p class="jsx-122156713 ">E por estar longe das pessoas e &quot;só&quot; trabalhando quando esse pilar cai tá tendo um impacto maior e está sendo muito mais difícil desligar e me apoiar em outros pilares.</p><p class="jsx-122156713 ">Ainda não tenho certeza do que vou fazer pra melhorar essa distribuição ou como vou desatrelar auto-estima/produtividade (ou até mesmo se é possível desatrelar os dois), mas e ai, quais são os pilares da vida de vocês? E como eles tem se comportado durante a quarentena? (ps: o domínio do netlify mudou para <a target="_blank" rel="noopener" href="https://josuzuki.netlify.app/" class="jsx-3294923879 ">https://josuzuki.netlify.app/</a> e o <a target="_blank" rel="noopener" href="https://josuzuki.netlify.com/" class="jsx-3294923879 ">https://josuzuki.netlify.com/</a> ficou super maluco, talvez eu compre um domínio amanhã kkk)</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
            <category>quarentena</category>
            <category>3am writings</category>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Muito (im)provável]]></title>
            <link>/posts/muito-im-provavel</link>
            <guid>/posts/muito-im-provavel</guid>
            <pubDate>Sat, 05 Jun 2021 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Que nós somos péssimos em estimar probabilidades não é uma novidade...]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>Muito <del>im</del>provável</h1><p class="jsx-122156713 ">Que nós somos péssimos em estimar probabilidades não é uma novidade, mas tem vezes que essa incompreensão me pega de surpresa. Esses dias estava conversando com uns amigos que um lootbox (tipo uma loteria) de skins (roupas pra personagens) era manipulado em favor de 1. dar as mesmas skins pra um mesmo grupo de pessoas e 2. dar skins de personagens populares. O segundo ponto tinha um certo consenso de que provavelmente era viés nosso, uma vez que personagens populares têm mais skins. De qualquer forma estávamos devagando que num universo de 1251 skins e a gnt com um grupo de 6 pessoas recebíamos muitas skins repetidas num intervalo de tempo curto.</p><p class="jsx-122156713 ">Eu lembrei do <a target="_blank" rel="noopener" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_do_anivers%C3%A1rio" class="jsx-3294923879 ">paradoxo do aniversário</a> um problema que me deixou muito bolado a primeira vez que ouvi: numa sala com mais de 23 pessoas a probabilidade de que se tenham duas pessoas que façam aniversário no mesmo dia é de mais de 50%, mesmo com 365 dias! Essa probabilidade é tipo tirar cara num flipe de uma moeda. Na wikipédia ele mostra a fórmula para calcular a probabilidade desse evento acontecer e felizmente tinha um snippet javascript, então a gnt deciciu ver qual era a probabilidade da gnt encontrar a mesma skin num dado mês. Chegamos a conclusão que a gnt conseguia abrir (e re-rolar) 8 skins por pessoa por mês, então 48 skins por mês, pegamos esse número e jogamos na fórmula (se vc quiser pode fazer tbm):</p><ol class="mdx-theme_ol__21CMh"><li class="mdx-theme_li__3tWpE">Abra o devtools apertando <code class="jsx-1005759297 ">F12</code></li><li class="mdx-theme_li__3tWpE">Clique na tab que diz <code class="jsx-1005759297 ">console</code></li><li class="mdx-theme_li__3tWpE">Copie e cole a função abaixo</li><li class="mdx-theme_li__3tWpE">Chame a funçao com <code class="jsx-1005759297 ">chanceOfSeeingTheSameSkin(48)</code></li></ol><pre class="jsx-1046090439 "><code style="color:#d6deeb;background-color:#011627" class="jsx-3835515617 prism-code language-js"><div class="jsx-3835515617"><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">function</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(130, 170, 255)">chanceOfSeeingTheSameSkin</span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(199, 146, 234)">(</span><span class="jsx-3835515617">numberOfSkinsSeen</span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(199, 146, 234)">)</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(199, 146, 234)">{</span><span class="jsx-3835515617"></span></div><div class="jsx-3835515617"><span class="jsx-3835515617">  </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">let</span><span class="jsx-3835515617"> p </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">=</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(199, 146, 234)">(</span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(247, 140, 108)">1.0</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">/</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(247, 140, 108)">1251</span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(199, 146, 234)">)</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">**</span><span class="jsx-3835515617"> numberOfSkinsSeen</span></div><div class="jsx-3835515617"><span class="jsx-3835515617">  </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">for</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(199, 146, 234)">(</span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">let</span><span class="jsx-3835515617"> i </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">=</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(247, 140, 108)">1252</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">-</span><span class="jsx-3835515617"> numberOfSkinsSeen</span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(199, 146, 234)">;</span><span class="jsx-3835515617"> i </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">&lt;</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(247, 140, 108)">1252</span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(199, 146, 234)">;</span><span class="jsx-3835515617"> i</span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">++</span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(199, 146, 234)">)</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(199, 146, 234)">{</span><span class="jsx-3835515617"></span></div><div class="jsx-3835515617"><span class="jsx-3835515617">    p </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">*=</span><span class="jsx-3835515617"> i</span></div><div class="jsx-3835515617"><span class="jsx-3835515617">  </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(199, 146, 234)">}</span><span class="jsx-3835515617"></span></div><div class="jsx-3835515617"><span class="jsx-3835515617">  </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">return</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(247, 140, 108)">1</span><span class="jsx-3835515617"> </span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(127, 219, 202)">-</span><span class="jsx-3835515617"> p</span></div><div class="jsx-3835515617"><span class="jsx-3835515617"></span><span class="jsx-3835515617" style="color:rgb(199, 146, 234)">}</span></div></code></pre><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">0.5988069260942293</p></blockquote><p class="jsx-122156713 ">59,8% de chance de ver a mesma skin contando 48 skins por mês num universo de 1251, maior do que a probabilide de tirar cara num flip de uma moeda. E foi ai que a gnt percebeu que o <del>im</del>provável, era na verdade, muito provável.</p>]]></content:encoded>
            <category>dia a dia</category>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Nada dura para sempre]]></title>
            <link>/posts/nada-dura-pra-sempre</link>
            <guid>/posts/nada-dura-pra-sempre</guid>
            <pubDate>Sun, 18 Aug 2019 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Tava olhando esse texto que escrevi em 2015 e fiquei perplexo tem tantas coisas acontecendo nele...]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>Nada dura para sempre</h1><p class="jsx-122156713 ">Tava olhando esse <a href="/posts/its-okay" class="jsx-3294923879 ">texto que escrevi em 2015</a> e fiquei perplexo tem tantas coisas acontecendo nele e mesmo tendo se passado 4 anos tudo ainda é muito real para mim.</p><p class="jsx-122156713 ">O primeiro parágrafo está falando de uma das coisas que nessas últimas duas semanas vem acontecendo muito forte: <strong>nada dura para sempre</strong>.</p><p class="jsx-122156713 ">A rotina, as pessoas que você conhece, os hábitos acumulados no meio do caminho, a segurança, o conforto das pessoas que você olha e define como sendo a sua verdade. Como sempre existirão fases: fases em que você sente as pessoas e a realidade a sua volta e deseja muito queria que isso fosse pra sempre. É aquele nível de confortável com um certo descobrimento, uma liberdade de saber que você é aceito como você é, que as pessoas a sua volta tem a sua peculiaridade, sua especialidade e você ama cada um daqueles detalhes. Naquele momento vocês, isso mesmo <strong>nós</strong> somos imbatíveis por nenhum motivo específico. Apenas somos.</p><p class="jsx-122156713 ">Esse texto também continua: eu tive medo de me mudar. Mas não era um medo de que as coisas não iam dar certo, não era um medo de ficar longe dos pais, não era um medo de não que eu não ia aguentar, não era um medo de eu não ser capaz. Era um medo de perder os laços que eu tinha. Era um medo que na época não conseguia formalizar. Olhar na cara de cada uma das pessoas que eu conheci e falar tá tudo bem, eu não vou parar de ver vocês, eu não vou esquecer de vocês, mas os rolês e as conversas vão ser menos frequentes. E tá tudo bem.</p><p class="jsx-122156713 ">Tudo volta pro sentimento que a vida ainda é feita de fases. Fases incríveis em que eu tive a oportunidade de interagir da minha maneira, talvez esquisita, talvez espontânea, talvez tranquila com pessoas que eu nunca iria conseguir conhecer estando em outro lugar.</p><p class="jsx-122156713 ">Mas estando em outro lugar nós também conhecemos pessoas que nunca iríamos conhecer caso contrário e por isso tá tudo bem. Nenhuma das possibilidades é melhor ou pior. Elas apenas são possibilidades concretizadas em uma realidade. Gosto de acreditar (poderia ser fraseado como gosto de me enganar e estaria tão certo quanto, rs) que a realidade é sempre a melhor que as possibilidades.</p><p class="jsx-122156713 ">E o terceiro parágrafo também não me desaponta: Ele fala sobre um momento de conflito, um conflito no que eu era, um conflito no que eu acreditava. Um esteriótipo. E ele esconde um pouquinho mais: o estereótipo não era do estudante nota 10. O conflito era em descobrir o que eu era sem a igreja para me guiar moralmente. O conflito era em olhar para os ultimos 19 anos da minha vida e admitir que eu não tinha certeza daquilo. O estereótipo era o do &quot;bom cristão&quot;, não conseguia falar pra mim mesmo isso naquela época, me faltava maturidade então eu recorri (eu fugi) ao mais simples porém acreditável. O paralelo era fácil porque eram duas imagens que eram esperadas de mim.</p><p class="jsx-122156713 ">Durante esses 4 anos eu mudei bastante, mas ao mesmo tempo não muito. As dores que me incomodavam ainda são muito reais. Ontem eu tive que falar de novo tá tudo bem para <span tabindex="0" class="jsx-639760066">mais uma pessoa<span class="jsx-639760066 popup">redacted</span></span>. E de verdade: tá tudo bem pessoas vem, pessoas vão. Não dá pra prendê-las. Não dá para julgar elas por tomarem a decisão certa (ainda que o certo seja relativo). Não dá para esperar que as coisas vão continuar do jeito que são pra sempre, mesmo que seja muito bom. Vou sentir saudades de infinitas coisas e desejar que elas nunca tivessem acabado, talvez a verdade é que nem sempre elas acabaram. Elas só se transformaram. Hoje ainda tenho dúvidas do que eu sou, hoje ainda estou me transformando assim como várias pessoas a minha volta também. Hoje acredito que arriscar mais é o que transforma mais possibilidades em realidade e hoje mais do que nunca gosto de acreditar que tá tudo bem porque eu adoraria ficar bravo ou triste, mas a parte importante de amar as pessoas é respeitar a decisão delas, no fundo gosto de acreditar que a decisão que elas tomam é a melhor decisão pra elas mesmas naquele momento.</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
            <category>redacted</category>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Não quero ser ninguém poderoso]]></title>
            <link>/posts/nao-quero-ser-ninguem-poderoso</link>
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            <pubDate>Sun, 25 Aug 2019 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Faz mais ou menos um ano e meio que estava começando o meu primeiro estágio. Minha primeira experiência profissional...]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>Não quero ser ninguém poderoso</h1><p class="jsx-122156713 ">Faz mais ou menos um ano e meio que estava começando o meu primeiro estágio. Minha primeira experiência profissional. Estava bem animado e bem confuso também, afinal era uma nova etapa na vida. Era um mundo misterioso e, pra minha surpresa a empresa de tecnologia que eu queria me contratou sem fazer nenhuma prova técnica. Ela pediu pra que eu preenchesse um questionário em que existiam os valores da empresa, ou pelo menos aquilo que eles estavam tentando criar e manter.</p><p class="jsx-122156713 ">Eram uns 5 valores e eles pediam para descrever o que eu achava de cada um deles, dar um exemplo de como eu colocaria aquele valor em prática e como eu o estimularia. Foi um exercício que eu gostei bastante. Em uma das minhas respostas eu escrevi que não sabia como exercitar o valor <code class="jsx-1005759297 ">How would I practice &quot;passion and commitment to excellence?&quot;</code>. Porque para mim era algo que se alinha muito com como você deixa alguém motivado para trabalhar e até hoje não sei a resposta para essa pergunta, mas a que dei na época ainda acho que continua valendo:</p><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">My most recent answer is that to be motivated you need to see the purpose and the why&#x27;s of doing something. It is expecting and seeing the results of your job in other people&#x27;s lives.</p></blockquote><p class="jsx-122156713 ">Enfim, não esse não é o foco desse texto pelo menos não hoje. Durante as primeiras semanas eles fizeram dois tipos de imersão, um deles era técnico, focado em aprender uma determinada tecnologia de desenvolvimento mobile (na época: swift, android ou react native). E o outro era a primeira versão dele, muito mais focado em mindset e de achar um propósito para as coisas que você estava fazendo. Lembro de uma resposta que eu dei a uma pergunta a qual não lembro exatamente, mas que era na linha: &quot;Onde você quer estar daqui 10 anos? Qual o impacto que você quer ter no mundo?&quot; e eu respondi de maneira relativamente fria e com a maior sinceridade (com um pouco de medo também, afinal quais são as implicações de se dizer isso nas suas primeiras duas semanas?)</p><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">&quot;Não tenho a aspiração, nem a vontade de me tornar ninguém famoso ou rico, ninguém importante na escala global. Não quero criar minha empresa, não quero ser um CEO.&quot;</p></blockquote><p class="jsx-122156713 ">Muito do que se passava na minha cabeça era: &quot;Se eu tiver o impacto junto com as pessoas que eu convivo no meu dia a dia, eu já vou estar extremamente feliz. Não preciso dessas outras coisas.&quot;. Hoje ainda concordo, não acho que preciso de muito mais do que isso.</p><p class="jsx-122156713 ">Durante aquele mesmo estágio estava tentando entender algumas relações de responsabilidades e de impressões positivas/negativas que nunca compartilhei ninguém, porque pra mim era um sinal muito claro de eu querendo manipular coisas em torno da falta de iniciativa. Estaria mentido se eu dissesse que não era, mas ainda está bem atrelado ao que se passava na minha cabeça. O que escrevi foi:</p><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">Meu instinto, meu feeling me leva a pensar que responsabilidades são uma coisa ruim, pq se você fizesse algo que não deveria ser seu, aquilo foi bom, mas depois que você passa a ter a responsabilidade significa que a tarefa não é nada mais do que esperado que você faça.</p></blockquote><p class="jsx-122156713 ">Hoje eu li uma frase num post do <a target="_blank" rel="noopener" href="https://medium.com/the-caring-network-company/how-we-lead-bea339e597f3" class="jsx-3294923879 ">medium</a> (muito bom a propósito recomendo que você leia) que me esclareceu muita coisa, a frase era:</p><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">&quot;Power is earned by taking responsability&quot;</p></blockquote><p class="jsx-122156713 ">Acredito que aquela resposta sobre não querer ser ninguém famoso ou rico concentrava num significado: Não quero ser ninguém poderoso. Por isso que no meio desse estágio eu via assumir responsabilidades de coisas que eu não tinha antes como algo ruim: Se o que eu ganhava por meio de responsabilidades era poder e eu não queria poder, pra que que eu vou querer responsabilidades??</p><p class="jsx-122156713 ">Naquele momento eu estava muito mais preocupado com o individual. Qual era o melhor trade-off de esforço com reconhecimento que eu podia fazer? Minha cabeça projetava: &quot;Se eu tiver impacto junto com as pessoas que eu convivo no meu dia a dia, eu já vou estar extremamente feliz.&quot;. Mas minhas ações se traduziam de maneira muito melhor como &quot;Se eu conseguir causar uma impressão positiva com as pessoas que eu convivo no meu dia a dia, eu já vou estar extremamente feliz.&quot; É tricky e difícil. Tenho certeza que ainda peco muito nisso. Seria legal se vcs notassem (e também não seria rs).</p><p class="jsx-122156713 ">Tive toda essa realização hoje enquanto eu pensava em como que eu aumento o meu impacto de maneira positiva na empresa que eu trabalho. Ah e é claro no meio de tudo isso tive um outro aprendizado lendo o DISC de uma amiga: existem duas categorias de poder. Uma delas é o poder através de dominância. O outro é o poder via influência. Pra mim o importante é essa segunda faceta. Acho que até ler aquele DISC eu sempre tive uma concepção negativa de poder, que ele corrompe e causa mais mal do que bem. Até ler aquele DISC acho que nunca tinha notado duas coisas muito importantes: A influência é sim uma forma de poder e pode ser usada de maneira muito boa. (Talvez existam mais formas de poder, mas no momento me contento com a concepção dessas duas hehe).</p><p class="jsx-122156713 ">Voltando ao ponto, concluímos que eu não queria ser ninguém poderoso, porém gostaria de ter impacto. Mas... O que significa ter impacto? Numa definição mais &quot;física&quot; impacto se assemelha muito a uma colisão, numa colisão dois corpos tem a quantidade de movimento (ou momento) alteradas, normalmente isso é resultado da exerção de uma força (causada pela colisão) por um determinado período de tempo.</p><p class="jsx-122156713 ">Na minha concepção (claramente influenciada) ter impacto significa que suas ações mudarão de alguma forma a trajetória de algo. Para que nossas ações mudem o rumo de algo, mostra que um tipo de poder (ou força cof cof) foi exercido. Ou seja: existia um paradoxo na minha linha de raciocínio. Como poderia eu ao mesmo tempo não querer ter poder, e querer impactar as pessoas a minha volta?</p><p class="jsx-122156713 ">Não sei, mas de todas as certezas uma: quero ter um impacto positivo nas pessoas a minha volta.</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[O diamante invertido da minha vida]]></title>
            <link>/posts/o-diamante-invertido-da-minha-vida</link>
            <guid>/posts/o-diamante-invertido-da-minha-vida</guid>
            <pubDate>Sat, 25 Apr 2020 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Esse não é pra ser um texto muito coeso, mas se você estiver comigo...]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>O diamante invertido da minha vida</h1><p class="jsx-122156713 ">Esse não é pra ser um texto muito coeso, mas se você estiver comigo, me acompanhe. Hoje quero escrever sobre a minha vida na igreja, minha vida no trabalho, minhas alegrias e frustrações, meu senso de identidade em meio a muitas coisas.</p><p class="jsx-122156713 ">Pra começar vamos ver algo um pouco aleatório: se você já esteve um pouco de contato com design thinking, talvez você já tenha visto o processo de double diamond. O conceito é simples e segue a imagem a seguir</p><div style="display:inline-block;max-width:100%;overflow:hidden;position:relative;box-sizing:border-box;margin:0"><div style="box-sizing:border-box;display:block;max-width:100%"><img style="max-width:100%;display:block;margin:0;border:none;padding:0" alt="" aria-hidden="true" src="data:image/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMTA3NyIgaGVpZ2h0PSI2NzUiIHhtbG5zPSJodHRwOi8vd3d3LnczLm9yZy8yMDAwL3N2ZyIgdmVyc2lvbj0iMS4xIi8+"/></div><img alt="Diagrama com dois losangos um ao lado do outro horizontalmente, divido em 4 partes iguais, na primeira parte com o losango abrindo está escrito &#x27;Descobrir&#x27; e &#x27;Quais problemas existem?&#x27;, na segunda está convergindo com &#x27;Definir&#x27; e &#x27;Qual problema é o mais crítico?&#x27;. O primeiro losango tem escrito &#x27;Determinando o problema&#x27;. Ao final do primeiro losango um ponto focal com &#x27;Problema encontrado!&#x27;. Na terceira parte está escrito &#x27;Desenvolver&#x27; e &#x27;Como podemos resolver?&#x27; e na quarta parte &#x27;Entregar&#x27; e &#x27;Qual solução é a mais eficaz?&#x27;. No ponto focal ao final do segundo losango &#x27;Solução encontrada!&#x27;" srcSet="/_next/image?url=%2Fimages%2Fo-diamante-invertido-da-minha-vida%2Fduplo-diamante.png&amp;w=1080&amp;q=75 1x, /_next/image?url=%2Fimages%2Fo-diamante-invertido-da-minha-vida%2Fduplo-diamante.png&amp;w=3840&amp;q=75 2x" src="/_next/image?url=%2Fimages%2Fo-diamante-invertido-da-minha-vida%2Fduplo-diamante.png&amp;w=3840&amp;q=75" decoding="async" data-nimg="intrinsic" style="position:absolute;top:0;left:0;bottom:0;right:0;box-sizing:border-box;padding:0;border:none;margin:auto;display:block;width:0;height:0;min-width:100%;max-width:100%;min-height:100%;max-height:100%"/><noscript><img alt="Diagrama com dois losangos um ao lado do outro horizontalmente, divido em 4 partes iguais, na primeira parte com o losango abrindo está escrito &#x27;Descobrir&#x27; e &#x27;Quais problemas existem?&#x27;, na segunda está convergindo com &#x27;Definir&#x27; e &#x27;Qual problema é o mais crítico?&#x27;. O primeiro losango tem escrito &#x27;Determinando o problema&#x27;. Ao final do primeiro losango um ponto focal com &#x27;Problema encontrado!&#x27;. Na terceira parte está escrito &#x27;Desenvolver&#x27; e &#x27;Como podemos resolver?&#x27; e na quarta parte &#x27;Entregar&#x27; e &#x27;Qual solução é a mais eficaz?&#x27;. 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Esse é o final do primeiro diamante em que <em>teoricamente</em> você tem o problema que vai ser atacado bem definido. Em seguida o diamante começa a expandir de novo em que ideias são jogadas na mesa, diferentes soluções surgem. Agora o diamante começa a diminuir, pois essas ideias são testadas e riscadas fora e refinadas, até que a melhor ideia é testada iterada e bang temos uma solução para um problema importante.</p><p class="jsx-122156713 ">Expliquei de maneira bem curta (e a realidade nem sempre é tão simples), mas o que eu queria era emprestar esse conceito para a visaulização do que tem sido o escopo de possibilidaes (e talvez emocional, talvez liberal?) da minha vida. Se conseguissemos visualizar ao longo do tempo ela seria mais ou menos um diamante invertido:</p><div style="display:flex;justify-content:center"><div style="display:inline-block;max-width:100%;overflow:hidden;position:relative;box-sizing:border-box;margin:0"><div style="box-sizing:border-box;display:block;max-width:100%"><img style="max-width:100%;display:block;margin:0;border:none;padding:0" alt="" aria-hidden="true" src="data:image/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iNTM5IiBoZWlnaHQ9IjYxOCIgeG1sbnM9Imh0dHA6Ly93d3cudzMub3JnLzIwMDAvc3ZnIiB2ZXJzaW9uPSIxLjEiLz4="/></div><img alt="Dessa vez apenas a segunda (convergente) e a terceira (divergente) parte dos losangos estão na imagem, na parte convergente o mesmo texto &#x27;Definir&#x27; e as perguntas &#x27;O que é certo ou errado?&#x27; &#x27;O que devo sentir?&#x27;, no ponto convergente o texto &#x27;Verdade absoluta ~~encontrada~~&#x27;. Na terceira parte o texto &#x27;Descobrir&#x27; e as perguntas &#x27;O que é a verdade?&#x27;, &#x27;O que eu estou sentindo?&#x27; e &#x27;Como usar isso que vivi?&#x27;" srcSet="/_next/image?url=%2Fimages%2Fo-diamante-invertido-da-minha-vida%2Fdiamante-invertido.png&amp;w=640&amp;q=75 1x, /_next/image?url=%2Fimages%2Fo-diamante-invertido-da-minha-vida%2Fdiamante-invertido.png&amp;w=1080&amp;q=75 2x" src="/_next/image?url=%2Fimages%2Fo-diamante-invertido-da-minha-vida%2Fdiamante-invertido.png&amp;w=1080&amp;q=75" decoding="async" data-nimg="intrinsic" style="position:absolute;top:0;left:0;bottom:0;right:0;box-sizing:border-box;padding:0;border:none;margin:auto;display:block;width:0;height:0;min-width:100%;max-width:100%;min-height:100%;max-height:100%"/><noscript><img alt="Dessa vez apenas a segunda (convergente) e a terceira (divergente) parte dos losangos estão na imagem, na parte convergente o mesmo texto &#x27;Definir&#x27; e as perguntas &#x27;O que é certo ou errado?&#x27; &#x27;O que devo sentir?&#x27;, no ponto convergente o texto &#x27;Verdade absoluta ~~encontrada~~&#x27;. Na terceira parte o texto &#x27;Descobrir&#x27; e as perguntas &#x27;O que é a verdade?&#x27;, &#x27;O que eu estou sentindo?&#x27; e &#x27;Como usar isso que vivi?&#x27;" srcSet="/_next/image?url=%2Fimages%2Fo-diamante-invertido-da-minha-vida%2Fdiamante-invertido.png&amp;w=640&amp;q=75 1x, /_next/image?url=%2Fimages%2Fo-diamante-invertido-da-minha-vida%2Fdiamante-invertido.png&amp;w=1080&amp;q=75 2x" src="/_next/image?url=%2Fimages%2Fo-diamante-invertido-da-minha-vida%2Fdiamante-invertido.png&amp;w=1080&amp;q=75" decoding="async" data-nimg="intrinsic" style="position:absolute;top:0;left:0;bottom:0;right:0;box-sizing:border-box;padding:0;border:none;margin:auto;display:block;width:0;height:0;min-width:100%;max-width:100%;min-height:100%;max-height:100%" loading="lazy"/></noscript></div></div><p class="jsx-122156713 ">Quando você é criança tudo é mágico, você faz várias perguntas e recebe diversos tipos de respostas, respostas boas, respostas opinionadas e até mesmo respostas erradas. Você está num momento de muitas descobertas, no momento no primeiro momento do diamante invertido: as possibilidades são infinitas. Ai você vai crescendo, aprendendo coisas boas, aprendendo coisas opinionadas e coisas erradas. Nesse meio tempo você vai criando as suas opiniões, seus julgamentos, mudando suas ações de acordo com situações que você viveu.</p><p class="jsx-122156713 ">Então vamos começar pelo começo e eu acho que essas foram duas experiências que moldaram muito do que eu sou (ou melhor refletindo um pouco agora do que eu fui e do que eu sou).</p><p class="jsx-122156713 ">A primeira é clássica e algumas pessoas já conhecem. Quando eu era pequeno, lá pelos 7 ou 8 anos, eu gostava (na real ainda gosto, mas detalhes) muito de jogar mario kart 64 com meus pais. Uma determinada noite eu estava jogando com a minha mãe e lembro muito bem que a gente estava em moo moo farm, eu em primeiro e minha mãe lá atrás. Com um pequeno detalhe: ela estava com um casco azul. Como era um jogo split-screen e eu não era bobo nem nada, falei pra minha mãe, &quot;Não joga esse casco&quot;. Passou alguns segundos e minha mãe lançou. Lembro de ter ficado muito bravo, mas muiito bravo com a minha mãe. Não lembro exatamente o que eu fiz, mas provavelmente devo ter gritado e esperniado. Acabou aquela corrida e minha mãe estava séria e falou: &quot;nunca mais eu vou jogar esse jogo com você&quot;. Dito e feito. Acho que a primeira vez que eu joguei mario kart com ela de novo foi no ensino médio na época do wii. Foi duro, mas eu te amo mãe ❤️. Esse foi o primeiro sinal que demonstrar minhas ações podiam afastar as pessoas e que muito do que eu tinha feito naquele momento era porque eu estava com raiva. Comecei a inconscientemente prestar mais atenção quando ficava bravo e no final classifiquei a raiva como errado e desconectei dela.</p><p class="jsx-122156713 ">A segunda não tão explorada e provavelmente pouco comentada por mim: até 5a série mais ou menos eu era bem conhecido por ser &quot;chorão&quot; ou pelo menos era fácil que as pessoas me &quot;machucassem&quot;. Até que em um determinado dia uma menina no meio da aula enquanto a gente fazia exercícios de matemática começou a discutir com o meu melhor amigo (eu sentava na diagonal esquerda oposta da sala) e eu não lembro o fraseamento exato, mas o significado era: &quot;Ele só chora para conseguir pessoas do lado dele, ele nem fica triste de verdade.&quot; e eu lembro de falar &quot;vc sabe que eu to ouvindo, né?&quot; e ela falou &quot;sei sim, Jonathan&quot;. Nossa naquele momento tudo o que eu mais queria fazer era chorar, me senti atacado, invalidaram meus sentimentos, além disso falaram que era intencional, que eu estava mentindo, que eu estava sendo falso, que eu estava manipulando as pessoas ao meu redor. Mas se eu chorasse só ia validar o ponto dela. Naquele momento eu segurei o meu choro o mais forte que eu conseguia e falei pra mim mesmo: &quot;Tá bom. Eu não vou mais chorar.&quot;. E demorou para que eu chorasse de novo. Na verdade demorou muito pra que eu genuinamente chorasse de novo. A partir daquele momento eu classifiquei a tristeza como errado e desconectei dela.</p><p class="jsx-122156713 ">E esse é um ponto meio bizarro, quando eu falo desconectei é diferente de suprimir ou segurar: eu parei de sentir. Não era mais aquele sentimento de raiva que eu controlava ou aquela tristeza que eu segurava. Era como se alguém tivesse colocado analgésicos e eu simplesmente não sentia mais essas emoções de forma a influenciar o meu comportamento.</p><p class="jsx-122156713 ">Esses foram dois breves exemplos de como eventos mudaram, mesmo que inconscientemente, como eu agia e como eu entendia o mundo. Mas o suficiente de compartilhar eventos pessoais demais na internet rs.</p><p class="jsx-122156713 ">Crescer em um lar cristão e asiático também moldou muito o meu entendimento de certo e errado. Ao mesmo tempo que eu aprendia coisas boas como sempre dar o meu melhor, também aprendia que pessoas pobres são pobres porque não se esforçam. Ao mesmo tempo que eu aprendia sobre amar o próximo, também aprendia que dois homens se beijando é errado. Ao mesmo tempo que eu aprendia que estudar era bom, também aprendia que pessoas que bebem vão pro inferno. Ao mesmo tempo que eu aprendi a sempre questionar e procurar entender como as coisas funcionam, também aprendia a jamais questionar as autoridades.</p><p class="jsx-122156713 ">Todas essas desconexões somadas as visões determinísticas do que era certo e errado foram bem úteis: conseguia focar nos estudos, em ler a bíblia, em fazer as tarefas de casa, obedecer <del>cegamente</del> as autoridades e todas aquelas coisas que são supostamente chatas. A minha saída de Curitiba pra São Paulo é o momento em que eu considero que o diamante estava mais fechado. Eu sabia exatamente o que era certo e o que era errado. Naquele momento querendo ou não, as possibilidades de escolha eram menores.</p><p class="jsx-122156713 ">Uma das coisas que mais me chacoalhou (isso é um verbo?) no começo da faculdade foi um determinado dia que eu falei que eu não bebia. Me perguntaram de boas: &quot;ahhh, não sabia... porque?&quot;. Eu parei e pensei, porque é errado oras. Mas calma porque é errado? É, Jonathan, por que é errado? Porque tá na bíblia, e a bíblia é a fonte de toda a verdade. Ai eu fiquei, hmm mas essa resposta não é boa o suficiente. Tipo legal, mas eu não aceitaria essa resposta de alguém, parece um porque sim e ponto. Isso me chacoalhou não por causa da pergunta em si, mas porque eu sempre considerei que as minhas escolhas eram bem estruturadas e tinham uma linha de raciocínio bem estabelecida. A partir dai todos os questionamentos não resolvidos previamente e simplesmente aceitados começaram a pipocar de volta e os muros começaram a ruir. Uma coisa que eu ouvi esses tempos sobre a igreja é como ela desmoronou em sua procura pela verdade, que uma das diretrizes da fé cristã seria a busca pela verdade e essa busca acabou trazendo questionamentos que ela não conseguia responder.</p><p class="jsx-122156713 ">A pergunta não foi uma virada repentina, mas foi um processo em que eu fui aos poucos desaprendendo o que era certo e o que era errado. O sentimento pervasivo em muito desse processo era de culpa. Que seja lá o que eu estivesse fazendo quebrando esses muros, era errado e eu estava me deixando levar pelo inimigo. E aquela frase de que uma mentira contada mil vezes passa a ser verdade pegou forte. Por muito tempo era inconcebível que um professor estivesse errado pra mim. Que alguém que bebe fosse uma pessoa boa. Que uma depressão pudesse ser curada com orações e boa vontade.</p><p class="jsx-122156713 ">Acho que o maior progresso na abertura de escopo começou a vir no último ano de faculdade e com o meu segundo estágio.</p><p class="jsx-122156713 ">Lembro que durante o meu primeiro estágio eu tive duas conversas muito estranhas com o que eram o fundador e um líder técnico lá dentro. Nesse meu primeiro estágio a premissa era que quem tinha que descobrir o que você quer fazer é você. Você deve descobrir no que você quer se desenvolver, com que pessoas você gostaria de trabalhar, etc. Incentivar isso é uma coisa honesta e foi bom que eles tenham incentivado. Foi por causa desse incentivo que tive essas duas conversas, a conversa com um dos fundadores me fez descobrir que a empresa que eu trabalhava <strong>não tinha muito um motivo de existir</strong> quando surgiu. Era uma prova da capacidade do fundador de gerir um negócio sendo bem novo. Antes de eu entrar me contaram que estavam desenvolvendo um mote (meio que uma frase bonita para descrever a visão da empresa), mas me pareceu muito que o mote veio depois de pessoas se mostrarem insatisfeitas com a visão da empresa. Apesar do mote ser bom(incrível arrisco a dizer, eu realmente gosto do mote) e que a sua origem tenha sido genuína. O mote por si só não segura a empresa como motivação de ser, como se fosse algo band-aid tentando segurar um problema de visão maior. A conversa com o líder técnico me deixou frustrado, principalmente quanto a visão de desenvolvimento das pessoas. Segundo a visão dele a natureza humana é falha e se você der aberturas e não ser rigorosos <strong>nós vamos falhar</strong>. Falhar em nos desenvolver, falhar em estudar, falhar em nossos objetivos. Se essas visões fossem simplesmente as deles estaria tudo bem, mas esse tipo de coisa permeia pelas entranhas de uma companhia de maneira invisível em que a mensagem era: eu não confio em você se desenvolver sozinho. A minha experiência lá dentro foi de um tanto paradoxal: ao mesmo tempo que eles tentavam ser explícitos com o que queriam havia muita coisa implicita nas explicidades. Um exemplo que me lembro bem era o fato deles serem uma empresa de tecnologia, composta principalmente por desenvolvedores e designers não permitirem home-office. Em meio a crise dos caminhoneiros ao anunciarem uma fase de teste falarem: &quot;O home-office não é para ser aquele dia em que você vai aproveitar e ir ao médico ou aproveitar pra ir no mercado ou fazer no dia seguinte de uma festa, apesar dessas coisas serem óbvias é importante deixar claro porque não existem coisas óbvias&quot;. Existe toda uma carga de eu não confio em vocês para fazerem o seu trabalho (ou administrar o seu tempo).</p><p class="jsx-122156713 ">Se você olhar do lado de fora o meu primeiro e o meu segundo estágio por fora você diria que eles são lugares muito parecidos, uma quantidade pequena de colaboradores, envolvidos no ramo de tecnologia, composta de desenvolvedores. Mas eu garanto que foi muito diferente.</p><p class="jsx-122156713 ">As primeiras semanas foram relativamente parecidas, com bastante leitura, mas dava pra perceber que as pessoas eram muito mais autenticas no meu segundo estágio. E quando eu digo autenticas, elas eram muito menos inibidas e falavam o que pensavam. O sentimento era que ninguém era detentor de um caminho que funciona, que mesmo que a gente errasse no meio do caminho, estava tudo bem a gente se prepara para a próxima vez que isso acontecer não cairmos no mesmo problema. O sentimento era de confiança e que seja lá o que aconteça, beleza bora levar isso junto.</p><p class="jsx-122156713 ">Nesse novo ambiente errar e se expressar era muito mais do que bem visto. Era incentivado. É claro que ninguém vai querer errar de propósito, mas são coisas que acontecem e que muito mais do que se cobrar e se martirizar é conseguir se levantar. É claro que se expressar também não significa sair explodindo ou falando o que vier na cabeça, mas conseguir falar de problemas abertamente sabendo que isso não é ruim. Tem um ditado aqui dentro que a gente &quot;estraga&quot; quem entra, mas muito mais do que isso eu acho que o que a gente faz de melhor é incentivar elas a serem elas mesmas. Isso extrai as melhores forças de todos que trabalham aqui. É claro que nós somos todos humanos e talvez quando o líder técnico tivesse falado que <strong>nós vamos falhar</strong>, ele estava certo. Nós vamos. Essa é a nossa natureza. Mas isso não impera que nós nos tornamos pessoas ruins por não conseguir estarmos sempre certos. Isso não impera que precisamos estar sempre vigiados para conseguir atingir o que planejamos. Isso não impera que não possamos confiar nos outros.</p><p class="jsx-122156713 ">Foi nesse ambiente de maior liberdade que aprendi que tudo bem estar triste, que expor o que eu sentia era válido ao contrário do que tinha aprendido na 5a série. Que tudo bem se algo te deixar extremamente puto, que uma parte no valor disso tudo é usar as suas emoções pra melhorar o lugar onde você está. Eu me reconectei aos sentimentos antes classificados como intrinsicamente ruins . E tem vezes que vamos errar nesse processo, errar na decisão em primeiro lugar. Errar na maneira que expomos nossos sentimentos. Errar na análise. Mas isso não nos impede de prosseguir, porque estamos todos tentando ser pessoas melhores e a melhorar num todo. Esse ambiente abriu os meus horizontes, antes restritos por diversas coisas que aprendi inconscientemente pelos ambientes que frequentei.</p><p class="jsx-122156713 ">Foram com essas aberturas que eu fui ganhando cada vez mais confiança pra errar, pra não estar sempre certo. Pra não sempre ter certeza de todas as coisas. Pra me arriscar mais. Pra viver uma vida que é mais leve e livre de culpa. Pra expandir o diamante invertido que tem sido a minha vida.</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
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            <title><![CDATA[O marionetista]]></title>
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            <pubDate>Sat, 28 May 2022 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[De um lado a marionete, do outro o marionetista, mas são mesmo esses os papéis que eles estão performando no teatro da vida?]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>O marionetista</h1><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Parte 1 - Palco quebrado<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">Vou começar esse texto de onde ele deve começar, eu tô levemente triste. Provavelmente é um <a target="_blank" rel="noopener" href="https://www.youtube.com/watch?v=m76RXPJrYQg" class="jsx-3294923879 ">sintoma de uma ressaca brava</a>, mas quem nunca. Eu to levemente triste porque em algum momento eu tenho a impressão de que eu tava me me apresentando num palco, em que o chão quebrou recentemente. Talvez tenha sido quando eu estive deitado no meio da calçada às 23:00 de uma sexta feira que eu tive a impressão de que eu fiquei sem chão? Talvez sim, talvez não haha. Vai estar bem mais pro não do que pro sim, porque naquela hora eu só pensava em como que daria pra voltar a vida.</p><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Parte 2 - Duas imagens<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">Você já olhou para um acontecimento e as entrelinhas de repente ficaram muito claras? Eu gosto de escrever aqui, porque têm vezes que eu quero expor um sentimento ou pelo menos um entendimento sobre o que eu passo e volte e meia quando eu revisito alguns textos eu sei que eu queria esconder algo, mas ao mesmo tempo gostaria de me expor deixar trilhas de pão para que alguém muito interessado, tipo... eu mesmo só que do futuro kkkk. Eu racionalizo algum motivo, tipo quando você já tem uma conclusão e só começa a montar as evidências praquilo? Já diria <span tabindex="0" class="jsx-639760066">um amigo meu<span class="jsx-639760066 popup">redacted</span></span> essa cara de santo não me engana. Eu ainda acho que talvez esse não seja o melhor fórum (aka publicamente), como se alguém que quisesse juntar material para o meu tribunal hipotético acharia várias provas de quão falho eu sou, mas eu gosto do meu próprio spotlight como um clássico tipo 3 do enneagram e como um bom INFP com suas peculiaridades, meu racional pra continuar sem medo desse meu tribunal hipotético normalmente é: quem não deve, não teme.</p><p class="jsx-122156713 ">Não seria surpresa pra vocês se eu dissesse que eu tenho uma imagem pública e eu tenho uma imagem privada, uma versão sua que vc mostra para as pessoas e uma versão sua que você tem para você, eu chutaria que todo mundo tem (mas pode ser o viés de achar que as pessoas entendem o mundo da maneira que você entende). Eu, no meu esforço de proteger o que é meu core value do tipo 3 medo &quot;of being worthless&quot;, gasto uma quantidade considerável de energia para montar a minha imagem pública. Até mesmo nos meus textos, que são o segundo lugar favorito (as primeiras são em conversas pessoais) de expor a minha imagem privada, têm vezes em que dá pra ver a minha imagem pública tomando conta com a sua incompletude (é claro que a incompletude é mais perceptível para mim, porque fui eu que a criei). A verdade é que eu sempre gosto de montar imagens com dicotomias. Eu gosto de montar o esteriótipo e de de repente inverter o script, de puxar o tapete. De surpreender. E essa dicotomia vêm com suas peculiaridades, porque para surpreender primeiro é necessário criar a expectativa. É necessário montar a imagem, sendo consistente, criando uma narrativa e alinhando as peças para que quando a se chegue ao clímax, as coisas sejam reveladas e se tenha uma surpresa.</p><h2 class="jsx-1598778074 "><span class="jsx-1598778074"></span><a href="#undefined" class="jsx-1598778074 subheading">Parte 3 - A marionete<span aria-hidden="true" class="jsx-1598778074 anchor-icon">#</span></a></h2><p class="jsx-122156713 ">Mas ontem, no role, foi diferente, foi estranho. Eu me senti só como uma casca, sem q uma entidade de fato a controlasse, olhando em retrospecto parece q plano era só ficar maluco, mas esse nunca foi meu plano antes, pelo menos não nas vezes em que eu comecei a beber. Já tive planos, já tive ideias, mas todas as vezes que eu morri foi diferente: não tem plano. Ontem parecia que eu tava perseguindo uma sensação que não existia, na realidade jamais existiu. Eu morri e revivi. Depois de estar deitado na calçada (q fase meus amigos), eu cheguei a conclusão que algo estava errado.E hoje (rsrs, esses ultimos parágrafos tão sendo escritos 3 meses depois do fato inicial) a minha conclusão é que eu estava correndo atrás da minha imagem pública, da caricatura que eu criei de mim. Quem estava em controle não era o Jo, mas sim a imagem pública do Jo, a imagem do que eu queria ser naquele momento: vb, animado e dançante (não que eu não seja isso privadamente, mas quase parecia que tinha algo a se provado pela imagem pública).</p><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">To understand how, we must consider how people come to define themselves. A person&#x27;s identity is being constantly refined, so it needs constant feedback. That feedback typically comes from other people, not so much by what they say they see as by what we think they see. We develop our personalities by imagining ourselves through others&#x27; eyes, using their borrowed gazes like mirrors to dress ourselves.</p><p class="jsx-122156713 ">[...]</p><p class="jsx-122156713 ">Put simply, in order to be someone, we need someone to be someone for. Our personalities develop as a role we perform for other people, fulfilling the expectations we think they have of us. The American sociologist Charles Cooley dubbed this phenomenon “the looking glass self.” Evidence for it is diverse, and includes the everyday experience of seeing ourselves through imagined eyes in social situations (the spotlight effect), the tendency for people to alter their behavior when in the presence of pictures of eyes (the watching-eye effect), and the tendency for people in virtual spaces to adopt the traits of their avatars in an attempt to fulfill expectations (the Proteus effect).</p></blockquote><p class="jsx-122156713 ">Retirado de <a target="_blank" rel="noopener" href="https://gurwinder.substack.com/p/the-perils-of-audience-capture" class="jsx-3294923879 ">The Perils of Audience Capture</a></p><p class="jsx-122156713 ">Acordei da calçada perdido, sem consequências, sem um plano e por mais estranho que pareça a segunda parte do role foi uma volta ao início. Pareceu que o Jo original tomou as rédias de volta e estava mais conscientemente tomando decisões fazendo outras coisas que eu costumava gostar de fazer nos roles: perguntar perguntas estranhas para as pessoas, apreciando as respostas e adicionando aos modelos mentais pessoais. Até então tem funcionado bem, apesar de terem sido só mais alguns roles desde então, tenho a impressão de estar sendo mais consciente nessas tomadas de decisões.</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
            <category>redacted</category>
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            <title><![CDATA[What could've been]]></title>
            <link>/posts/potential</link>
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            <pubDate>Sat, 16 Oct 2021 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[100 Theives won against all odds...]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>What could&#x27;ve been</h1><p class="jsx-122156713 ">I&#x27;ve just saw a game between EDG and 100 Theives. The first seed from china and the first seed from north america competing in the League of Legends Worlds Championship. 100 Theives won against all odds. But it was a bittersweet win. You could see clearly in their faces, &quot;Closer&quot; the jungler, one of the best junglers in NA. He was happy to win against one of the best teams of the world, but you could see that it couldn&#x27;t beat the sadness of it being their last game of Worlds. They were eliminated. It didn&#x27;t matter that they beat one of the contenders for the title of the best of the world. They had no more games to prove that they had a chance. They could&#x27;ve been the best, they had the potential, but now we will never know.</p><p class="jsx-122156713 ">There is a lot on sports, it isn&#x27;t always the best that win a championship. Sometimes you had more luck in the bracket phase. Sometimes the people you face just weren&#x27;t suit to face you, but they could&#x27;ve faced anyone else that they would smash them. Sometimes it just wasn&#x27;t their day. There is a lot of &quot;unfairness&quot; on sports. Not really unfairness, but things that tip the scale. There are many thin lines separating what could&#x27;ve been from what happens in a match, it is an isolated moment in space and time. It can decide whether you and your team are the best in the world. It could&#x27;ve happen that your team was the best in the world, but you lost. So does that potential even matter? If you lost, could you&#x27;ve really done it? I mean, if it was truth, you&#x27;d&#x27;ve clutch it out woudn&#x27;t&#x27;ve you?</p><p class="jsx-122156713 ">Life is unfair. And life is unfair even outside matches. Life is just unfair. But that unfairness can just be the chance for everyone else. It was exciting seeing NA beating the first seed of China. Could it happen again? Maybe if the variables were right. Is it unlikely? Probably yes. But if there is something humans are known for is making the unlikely become history.</p><p class="jsx-122156713 ">Take a diffent cenario: 100 Theives with that win make out of groups and eliminate EDG. They won. Does it matter if they were unlikely to win? They won when it mattered. They were on the top of their game when it was important. Then they went to make history, they won against the most stacked oponnents they&#x27;ve ever faced. They were unlikely to win, but it doesn&#x27;t matter: they just woke up different.</p><p class="jsx-122156713 ">I don&#x27;t think these cenarios are that different from our day to day life. It doesn&#x27;t matter the cenario, we&#x27;re always playing against the odds and even when we have the odds, it can be impressive (if we lose or we win, it is impressive to see a team that had all odds losing). Upsets happen more often than you think. That&#x27;s just because we are garbage and I mean we are <code class="jsx-1005759297 ">G A R B A G E</code> when it means to evaluating odds. Odds is something that we as humans are absolute garbage when evaluating. We say that 70% is 100% certainty and it happens every so often.</p><p class="jsx-122156713 ">Good afternoon to you all!</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
            <category>drinking</category>
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            <title><![CDATA[Sobre o invisível]]></title>
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            <pubDate>Sun, 30 May 2021 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Por mais que eu não goste muito de admitir, eu...]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>Sobre o invisível</h1><p class="jsx-122156713 ">Por mais que eu não goste muito de admitir, eu jogo league of legends e gosto do jogo. Tem um estigma em torno do jogo e eu sempre evito falar que eu jogo, mas de qualquer forma isso é um assunto pra outro dia. Eu jogo o joguinho vai fazer 9 anos agora (carai, n tinha parado pra perceber que era tanto tempo) e ao longo do tempo você vai desenvolvendo algumas intuições sobre o jogo e sobre as situações que vão aparecendo.</p><p class="jsx-122156713 ">Eu não sei se você já viu uma outra pessoa jogando algo e conseguiu claramente distinguir: essa pessoa tá em perigo. E ela continua andando normalmente como se nada tivesse acontecendo. E isso não é só em LoL, acontece em smash também, e acredito que acontece em diversas áreas da nossa vida. É como se por alguns segundos a pessoa estivesse cega. É como se aquilo não chegasse nos sentidos dela e provavelmente não chegue. Você consegue ver o range daquela habilidade que está prestes a atingi-la, é o <code class="jsx-1005759297 ">q</code> do blitz, é o grab do Luigi, é o não guardar uma banana quando você está em primeiro lugar no Mario Kart. São as coisas que você consegue sentir e dependendo das vezes até dá pra explicar, como é o caso do Mario Kart, se você explicar pra pessoa ela vai conseguir entender o porque guardar é importante (a apariçao de um casco vermelho deixa isso evidente) e como isso pode garantir a vitória dela. Mas em outros casos é a capacidade de distinguir se vale a pena ou não gastar o mushroom pra passar um oponente ou segurar até um atalho, a resposta nem sempre é clara. Outras vezes depende de tantas variáveis, por exemplo que habilidades eu posso errar num 2x2 na bot lane? Vai ser um 2x2 mesmo? Que habilidades eu tenho que desviar pra garantir a vitória? Eu to começando uma treta que eu não posso vencer?</p><p class="jsx-122156713 ">Não tem uma maneira fácil de criar essa intuição. Ou pelo menos eu não sei uma óbvia e eu tenho certeza que todo mundo cria essas intuições de maneiras diferentes. O mais particular é que quando você vê alguém jogando entrando numa situação que você tem uma <code class="jsx-1005759297 ">intuição</code>, causa uma sensação física o desenrolar da situação: você fica desconfortável vendo que é algo desfavorável, você fica sussa quando você consegue ver que é algo tranquilo e o pior: dói qndo vc vê que naquela situação a pessoa escolheu alguma opção que faz ela perder. O invisível não é apenas aquilo que a gente não vê com os nossos olhos, o invisível é aquilo que a gente não consegue interpretar.</p><p class="jsx-122156713 ">Eu chamaria essas intuições que nós temos como sextos sentidos. Nós não temos o &quot;órgão&quot; apropriado para receber a situaçao como seria o tato ou a audição, mas nós com o nosso maravilhoso cérebro, conseguimos interpretar e criar um novo &quot;sentido&quot; praquilo. É que nem quando você acorda com sono e quer ir no banheiro e não consegue enxergar nada (é claro que nesse caso a memória ajuda), mas a gente consegue interpretar a situação com o tato de certa forma, não é 100% acurado, mas é o suficiente pra gente montar uma interpretação de onde a gente está. E esses sentidos existem pra tudo que é na vida, só é mais fácil de prestar atenção nelas em cenários específicos como eu fiz com os jogos acima.</p><p class="jsx-122156713 ">Às vezes os cenários apresentados podem até mesmo ter diferentes interpretações dependendo da camada que você está vendo: suponha que você está ganhando bot e agora as duas lanes resetaram (deram recall), se você der uma olhada mid/jg vs mid/jg, o seu time está perdendo. Você chega no bot e é possível iniciar uma treta que seria perto, mas vocês ganhariam. Uma vitória, não? Porém nessa vitória vcs ficam muito low e não conseguem ajudar numa treta pro dragon, o time inimigo ganha a treta mid/jg e fazem o dragon. Existia uma escolha anterior que envolvia vocês não brigando bot, mas aguardando pra lutar pelo dragon. No cenário micro, bot lane, a decisão de iniciar uma treta foi boa, no cenário macro custou o dragon e no cenário do tempo, sepá essas duas kills ajudaram vocês a darem um snollball maior na bot lane e carregar o jogo, interpretar o cenário é muito difícil, mas o importante é o metagame: estar a uma camada a cima, vendo o que seu sentido diz sobre aquilo e ver se ele se realizou.</p><p class="jsx-122156713 ">Então - <strong>existe um metagame</strong>: já dizia um ditado em inglês <code class="jsx-1005759297 ">out of sight, out of mind</code> (fora de vista, fora da mente). Esse minigame de expectativa vs realidade é algo que eu tento fazer sempre, seja quando eu to jogando, seja quando eu to trabalhando em grupo ou até mesmo codando. Atualmente esse é o meu chute de como a gente desenvolve essa intuição. Mas nem sempre é algo que fica na minha cabeça, tem infinitas decisões que eu tomo que ainda são invisíveis pra mim.</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
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            <title><![CDATA[Uma experiência caricata de thinking vs feeling]]></title>
            <link>/posts/uma-experiencia-caricata-de-thinking-vs-feeling</link>
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            <pubDate>Sun, 22 Mar 2020 00:00:00 GMT</pubDate>
            <description><![CDATA[Pra quem não sabe eu gosto bastante de tipos de personalidade e hoje vou compartilhar uma das experiências mais caricatas...]]></description>
            <content:encoded><![CDATA[<h1>Uma experiência caricata de thinking vs feeling</h1><p class="jsx-122156713 ">Pra quem não sabe eu gosto bastante de tipos de personalidade e hoje vou compartilhar uma das experiências mais caricatas (acho que inventei essa palavra, no sentido de caricatura) que eu tive na vida. Eu fiz uma matéria optativa na faculdade que tinha o nome de &quot;Careers: New opportunities and development&quot; ou algo do gênero.</p><p class="jsx-122156713 ">Em uma das aulas a professora pediu pra que a gente fizesse o teste do mbti e na próxima aula a gente teria uma dinâmica e uma apresentação sobre aquilo.</p><p class="jsx-122156713 ">No começo da aula com as pessoas tendo feito o teste, ela dividiu a gente em grupos com base no resultado dos testes, mas não falou como tinha sido feita a divisão. E deu um cartaz pra cada um dos grupos com uma única frase:</p><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">Descreva o que faria uma empresa ideal pra vocês.</p></blockquote><p class="jsx-122156713 ">Sentei com meu grupo e cada um de nós tão perdidos quanto os outros começamos a discutir o que que a empresa ideal faria. Discute pra cá discute pra lá e chegamos na conclusão que a empresa ideal ajudaria as pessoas. &quot;Ela ajudaria como?&quot; &quot;Hmm... Não sei, mas a gente não precisa dizer como. Só o que ela faria.&quot; &quot;Ela podia ser uma empresa que qualquer pessoa podia pedir ajuda dela, ai a gente avaliava se valia a pena, ia lá e resolvia o problema&quot;. Esses foram um pedaços dos diálogos que a gente teve. &quot;Ah, puts e o que que a gente coloca no cartaz?&quot; &quot;Já sei vamos fazer o logo&quot; &quot;Vamos desenhar um planeta e a gente como um escudo&quot; &quot;Não sei desenhar isso&quot;</p><blockquote class="jsx-899048922 "><p class="jsx-122156713 ">&quot;Que tal se a gente for um extintor apagando o fogo do mundo?&quot;</p></blockquote><p class="jsx-122156713 ">A gente riu e concordou. Ficou um desenho admirável (claramente pelo esforço e não pelo resultado kkk). E foi isso o que a gente tinha no cartaz, o desenho do planeta terra pegando fogo e um extintor gigante apagando o fogo dele.</p><p class="jsx-122156713 ">Começaram as apresentações dos outros grupos, no primeiro cartaz uma lista de coisas: horário flexível, boa remuneração, vestimenta casual, benefícios, plano de saúde. A gente se olhou e deu risada do quão diferente o nosso cartaz estava. O segundo grupo tinha um outro cartaz dessa vez divido em 4 quadrantes e cada um deles tinha mais ou menos as mesmas coisas do primeiro (horário flexível, ...), mas com uma ilustraçãozinha pra acompanhar, o terceiro era quase a mesma coisa, mas ele tinha um detalhe muito bom que era um escritório com comida de graça. A cada a apresentação que passava a gente se olhava e ria mais um pouco. Chegando a nossa vez apresentamos numa boa, mas era muito bom ver a reação das outras pessoas.</p><p class="jsx-122156713 ">Acabou a dinâmica e a professora falou que tinha separado os grupos a partir da letra T(thinking)/F(feeling) do mbti. O primeiro grupo tinha sido exclusivamente T, os próximos 2 um mix e o nosso era só de pessoas F. Ela seguiu explicando que a principal diferença entre os dois é como as pessoas tomam as decisões. As pessoas do tipo thinking normalmente olham para a decisão que eles vão tomar e pensam: &quot;Isso faz sentido?&quot;, &quot;Essa é uma decisão justa?&quot;, &quot;Essa decisão vai de acordo com as regras?&quot;. Já as pessoas do tipo feeling olham pra decisão e pensam: &quot;Como as pessoas vão ser afetadas por isso?&quot;, &quot;Elas vão se sentir bem?&quot;. Pessoas do tipo F provavelmente tomariam decisões contra regras se isso significasse que todo mundo sairia mais &quot;confortável&quot; (subjetivo) daquela situação. É importante deixar claro que o fato do tipo T normalmente fazer uma pergunta ou o F fazer outras não exclui que ambos conseguem fazer as mesmas perguntas e que elas conseguem tomar decisões que fogem um pouco do que seria esperado, é muito mais uma tendência e não uma regra.</p><p class="jsx-122156713 ">Mesmo assim toda essa camada de se preocupar com as pessoas tava totalmente evidenciada nas nossas decisões de empresa ideal, inclusive nosso desenho foi uma caricatura perfeita do processo de decisão do nosso grupo. Acho que em nenhum momento a gente se ligou nos detalhes de como ia funcionar ou o que ia acontecer lá dentro, a principal coisa era como que essa empresa ia afetar as pessoas ao redor dela, não estavamos pensando se o horário ia ser flexível, queríamos muito mais que ela ajudasse as pessoas. Só sei que guardei o desenho até o final da graduação, achei que tivesse ele hoje, mas não consegui achar, deve ter ido no meio dos cadernos quando <del>queimei (queria mas não fiz)</del> me livrei deles.</p>]]></content:encoded>
            <category>reflexões</category>
            <category>tipos de personalidade</category>
            <category>3am writings</category>
            <category>dia a dia</category>
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